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Só fica desiludido quem já esteve imerso na ilusão!

SÓ FICA DESILUDIDO QUEM JÁ ESTEVE IMERSO NA ILUSÃO

Se existe desapontamento, é porque já houve um apontamento claro, ou seja, um norte, uma intenção, um desejo; o sonho (agora não realizado).



Cair do alto da própria expectativa torna a queda mais viva e dolorosa, do que a lembrança de que a construção desse ideal foi de sua inteira responsabilidade- e risco.

A des-ilusão nada mais é do que um choque de realidade; e é um desafio bem difícil desconstruir intenções e desejos de modo paciente, racional e com isenção dos sentimentos envolvidos.

O que antes foi feito com tempo, cuidado e zelo- a construção do desejo; é simplesmente destruído como num terremoto, numa implosão. É um chacoalhão da vida; que chega por inteiro e de imediato, sem aviso, nem reconhecimento pelo esforço ou energia que foram empregados ali.


Mas perceba que na maioria das situações, não é um confronto seu com a realidade externa (e aparentemente injusta) que se apresenta, e que tanto incomoda.

É em essência, um embate seu com suas verdades internas que foram, ao longo do tempo, sendo reforçadas e alimentadas; porque isso de alguma forma, satisfazia seu ego.

Só evolui e aprende com as experiências quem, de fato, consegue ter essa percepção e aceitação: não é você versus o mundo- o chefe tirano, o amor ingrato, o azar, a dificuldade, a doença. É você versus você- o que foi desenvolvido em você; no que apostou como sendo o bilhete de ida rumo à felicidade. Qual sistema de crenças e limitadores (até inconscientes) que te definiram, até então.

Sente-se atingido aquele que esteve corajosamente exposto. O soldado alvejado será o da linha de frente: é questão de lógica.


E você esteve ali em risco iminente por uma decisão sua, pelas circunstâncias; por muitos motivos que eram grandes, válidos e justificáveis; e que te fizeram estar assim, tão vulnerável a algo ou alguém.

Portanto, foram seus pensamentos, desejos e intenções que o fizeram corajoso e decidido para a abertura frente a isso- seus ideais foram traduzidos em ações, muitas vezes de um modo lento, num processo. Quanto tempo você levou para criar, estar nessa ilusão, nessa crença, nesse desejo? Quantas vezes sonhou, sorriu, esbanjou certezas… até desdenhou das consequências?
Então é natural que seja frustrante, doloroso e sofrido acordar rapidamente e na hora errada, de toda uma expectativa que simplesmente não aconteceu.

Permita-se estar perdido, sem fôlego, desolado. Aceitar essa condição de modo realista não é escolher permanecer na dor.


É necessário olhar com calma para si; perceber o que sente, o que pensa; no que ainda acredita. Entender quais lutas foram válidas e quais foram inúteis; esquecer o que foi em vão, brigar por tudo que ainda vale a pena (principalmente por você mesmo); pois isso é voltar-se para o seu interior; e é assim que conseguirá trilhar um novo caminho – rumo a outros planos, sonhos e ideais.

Voltar a sonhar, ser corajoso e ousado diante de sua própria vida, também é um processo- de autoconhecimento, de aprendizagem e de evolução.

Saiba ver a beleza em cada dia e faça dos obstáculos um motor que o impulsiona ir mais além!

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