Comportamento

“Só pensava em salvá-la”, explica enfermeira que empurrou paciente por 2 km em estrada

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Enfermeira e o motorista da ambulância socorreram uma paciente vítima de covid-19, a pé, em uma estrada de terra, empurrando a maca por quilômetros até sair do congestionamento.



No Pará, a enfermeira Rebeka da Fonseca, de 24 anos, e o motorista da ambulância, Wadson Diniz, de 27 anos, viraram notícia na sua região. Eles empurraram uma paciente pela BR-230, a pé, para tentar salvar sua vida, em uma estrada de terra e repleta de caminhões e carretas.

A decisão da dupla salvou a paciente com covid-19, segundo informações da CNN, empurrando-a por cerca de dois quilômetros, até que conseguissem escapar do congestionamento e encontrassem a outra ambulância que acionaram.

Rebeka conta que se sentiu extremamente desesperada, já que não tinha noção da distância que teria de percorrer empurrando a maca. Ela caminhou por bastante tempo e, ainda assim, não conseguia ver a ambulância de apoio, que deveria encontrá-los na outra extremidade, fugindo assim do congestionamento. Segundo a enfermeira, ela não pensava na distância, apenas em salvar a paciente Ruth.


Rebeka e Wadson tomaram a decisão de abandonar a ambulância para salvar a vida da paciente antes que o oxigênio do cilindro acabasse. Quando saíram da ambulância, perceberam que o oxigênio da paciente duraria apenas 40 minutos. O motorista, na área há mais tempo, explica que não conseguia ver o fim da fila de caminhões, o que o fez explicar para a enfermeira que, com certeza, não teriam tempo, se continuassem esperando.

Mais de 5 mil carretas aguardavam o acesso à Estação de Transbordo de Carga (ETC) do Tapajós, o principal caminho para escoar a produção agrícola da região, no distrito de Mirituba. Wadson saiu na frente e subiu em um morro para pedir que uma ambulância do outro lado da via removesse a paciente. Para chegar até esse carro de apoio, eles precisavam empurrar Ruth pelo acostamento da Transamazônica.

Rebeka explica que esse processo foi extremamente complicado, pois ela, usando equipamento de proteção individual (EPI), bota e máscara, sentia-se sufocada enquanto corria, empurrando a maca.

A enfermeira relata que já estava no extremo do cansaço, já que tem enfrentado uma rotina desgastante, atuando na linha de frente da área da saúde contra a covid-19.


Quando foram se aproximando do fim do congestionamento, as carretas iam abrindo caminho para que os três conseguissem passar de forma mais ágil e tranquila. Eles se tornaram famosos na região de Rurópolis, onde vivem e atuam. As famílias de ambos se sentem orgulhosas com a ação que conseguiu salvar a vida da idosa.

Enquanto estavam na balsa de transporte até a cidade de Tapajós, onde fica o hospital ao qual se dirigiam com Ruth, receberam uma mensagem escrita em uma folha de papel, reconhecendo a importância dos socorristas neste momento tão crítico. Os dois se sentiram gratificados com o trecho que afirmava que o mundo precisava de mais gente como eles, fazendo o esforço valer a pena.

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Direitos autorais: arquivo pessoal.

O caso tomou proporção nacional, já que o vídeo se espalhou pelas redes sociais e noticiários, fazendo com que a dupla fosse parabenizada pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).


Um exemplo de heroísmo!

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