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Sobre dinheiro e felicidade…

Mas afinal, o que é ser feliz? Precisamos antes de definir uma resposta pronta, se o dinheiro traz ou não felicidade, definir se nós somos felizes. O que traz felicidade a você?

E porque não ir mais a fundo, e nos questionarmos, o que é a felicidade?


Assim como a tristeza, o ódio, a raiva, a felicidade é uma emoção. Para uns, mais presente nos seus dias. Para outros, em momentos raros ou quase nulos.

O que faz uns se sentirem tão felizes enquanto outros prevalecem tristes?

Precisamos por horas analisar a história e o histórico de cada um, e chegaremos a uma conclusão: a felicidade é uma emoção. Ela vai… e ela vem.

Tenho que citar que, para mim, quanto mais eu encontro momentos de felicidade, mais coisas boas parecem que, sincronicamente, chegam até mim. E o contrário é também verdadeiro.


Não podemos, contudo, dizer que a felicidade é eterna. Eu, particularmente, por mais feliz e realizada que me rotule, não posso dizer que eu seria feliz, ou sentiria a emoção felicidade ao ver, por exemplo, um ente querido falecer.

Concluímos aqui,então, que assim como tudo nesta vida, tão cíclica como a natureza, a felicidade é uma emoção passageira.

Existe contudo, um questionamento que gosto fazer : Se a felicidade é passageira, pode a plenitude ser eterna?


No meu ponto de vista, sim.

As palavras, o vocabulário, as normas gramaticais, foram desenvolvidas pelo homem para rotular as coisas.

A palavra que em meu vocabulário, encaixa-se melhor como forma de expressar a única emoção eterna, é a plenitude.

Plenitude é para mim, ter dentro de si, um equilíbrio tão puro e legítimo onde, mesmo frente às adversidades, há uma consciência de paz interior. Paz e tranquilidade essa, que se mantém, mesmo frente às adversidades.

Quando há uma consciência desta paz interior, de que aquela possível emoção negativa, é assim como a emoção positiva, passageira. Esta paz e plenitude para lidar com os tombos e obstáculos da vida, não é adquirida pelo dinheiro.

O dinheiro traz, sim, emoções e momentos de felicidade, não adquire, contudo, o estado de consciência de paz.

Ele traz conforto para a razão, que as contas serão pagas, que haverá comida na mesa, ou, então, que as férias em família estarão garantidas num lugar paradisíaco.

Sem dúvidas, o dinheiro é essencial. É matéria. E nós vivemos no mundo material. Ele é essencial para vivermos na sociedade capitalista. Ele é essencial para suprir a nossa necessidade básica, definida por Maslow como sobrevivência. Quando bem utilizado, bem gerido e investido, o dinheiro proporciona ainda mais momentos de felicidade.

Quando o dinheiro é aplicado para causas sociais, e não entenda aqui, causas assistencialistas, é quando podemos encontrar o verdadeiro sentimento de pertencimento com seu uso.

O equilíbrio por utilizarmos o material para algo maior. Para o próximo, para a sua alma.

Muitos céticos podem acreditar que a alma não existe, e expresso-a aqui, sem nenhum sentido religioso. Apenas com o sentido de propósito individual e maior de vida.

Aos que puderem ao menos se permitir sentir o sabor e sentimento de um momento de caridade e amor ao próximo, ou à natureza, não necessitarão de argumentos, nem de palavras, como eu disse, anteriormente, que foram criadas pelo homem, para expressar o sentimento de pertencimento.

Aqui concluo que, em minha opinião, o dinheiro traz, sim, felicidade e tranquilidade no seu coração, e momentos de felicidade para si e para o próximo.

Comento contudo, que assim como a maioria das pessoas que vivem em um estado quase que, eterno de plenitude, que esta não é comprada pelo dinheiro.

É adquirida através do silêncio. Do conhecimento de suas mazelas internas e na transformação do seu eu interior. A plenitude é para mim, alimentada pela caridade.

Mas este é um tema longo e cheio de opiniões pessoais. Pode ficar para um próximo post caso haja interesse.

Com carinho,

Ana Stier

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Direitos autorais da imagem de capa: palinchak / 123RF Imagens





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