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Sobre essa tal felicidade: caminhe e desfrute, o tempo é hoje!

Há muitos anos atrás me mudei para uma cidade fria e muito diferente de minha terra.

Minhas emoções foram de mil a zero, a sensação era que meu castelo dos sonhos desmoronara. Eu não podia decidir muita coisa, eu era uma menor mudando de cidade com minha família.



O que aconteceu foi que anos se passaram e eu fiquei alí, naquela cidade (que por sinal é muito bonita). A questão não era a cidade, mas eu. Sempre senti que eu não fazia parte daquele lugar.

Eu não sei bem se existe a tal alma gêmea, mas acredito, sim, em sincronicidade.

No coaching Emocional trabalhamos também nessa vertente – para que se verifique as congruências de cada um no relacionamento e não é incomum encontrar situações em que pessoas estão “dentro” mas sentem-se fora de um relacionamento amoroso.


A situação se descreve mais ou menos assim…

Você tem um alguém e até aí tudo bem: equilíbrio, cumplicidade, sorrisos e abraços parece que tudo vai bem e prosperando em sua vida, até que você se dá conta que não pertence a essa pessoa.

É como se você não se entregasse por inteiro, a lucidez não lhe permite imergir por completo para o outro, afinal, tem a questão de não perder a identidade.

Então, você se sente confuso em si mesmo, se está no caminho certo ou com a pessoa certa e, às vezes, bate aquela sensação, como uma mistura de esperança e de medo; às vezes, até uma sensação que a tal “alma gêmea” vai chegar a qualquer momento.


Não é difícil encontrar relatos de histórias que terminam com a frase: o que tem de ser será e tudo bem, pode até ser esta uma verdade, mas a maior questão aí não é essa.

O foco nesse contexto deve ser voltado ao olhar que está sempre para o final e não para o aproveitamento da caminhada, não estaria o indivíduo deixando de viver?

Eu confesso que, na angústia de ir para a terra a qual eu pertencia, perdi muito da caminhada. Perdi risos, alegrias e momentos vislumbrando sempre o futuro – como se estivesse em uma prisão.

Esqueci de aproveitar os amigos, os abraços, a acolhida. Sinto hoje como se uma parte de mim não viveu e frequentemente a minha alma clama a viver o que eu tive outrora mas atualmente porém não é possível – nunca mais você viverá hoje outra vez!

Situações diferentes, contextos diferentes e o gatilho é o mesmo: ansiedade em chegar não se sabe onde. A busca por uma experiência que talvez nunca virá, justamente por não se estar pronto a usufruir da caminhada.

Ora, só se vive o que se está pronto a experienciar e quem vive com o olhar no futuro jamais viverá o agora.

Portanto se você tem um amor e não se sente parte dele, permita-se viver o hoje, o presente, o agora. Certamente isso tem a ver com a crença de merecimento mas isso é assunto para outro post (rs).

Vivencie seus relacionamentos na caminhada, e se for amor maduro usufrua dessa segurança e dessa paz. Aproveite os sorrisos, as falhas, a rotina e até às chatices para evoluir.

O segredo está em degustar o agora pois até mesmo esses minutos nos quais você fez a leitura desse texto, jamais voltarão.

Caminhe e desfrute, o tempo é hoje!

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Direitos autorais da imagem de capa: karelnoppe / 123RF Imagens

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