Comportamento

Socialite é criticada por ter apenas modelos brancas e magras e por não ser inclusiva

capa Socialite e criticada por ter apenas modelos brancas e magras e nao ser inclusiva

As fotos compartilhadas nas redes sociais atraíram a atenção do público, que ficou se perguntando se não existiam outros corpos que pudessem ser colocados no ensaio.



Há algum tempo, os padrões de beleza ocidentalizados vêm sendo questionados por grande parte da sociedade. Quando o assunto é moda, não é diferente. Várias marcas consolidadas no mercado se viram pressionadas pelos consumidores por não responder às necessidades e às demandas do público, como exemplo, aumentando a representatividade.

Esse foi o caso do icônico Victoria’s Secret Fashion Show, que há 26 anos realiza um desfile anual das chamadas angels, mulheres que perpetuam o ideal de beleza, vestindo roupas íntimas e asas de anjos. Em 2019, quando o público percebeu que a marca não mudaria a forma de trabalhar, resolveu pressioná-la. Sem saber o que fazer, a empresa decidiu não realizar o desfile naquele ano, causando um choque em todos.

Este ano, tentando preencher a lacuna de representatividade, a marca decidiu lançar novas áreas de atuação, fazendo campanhas para mulheres gestantes, além de um desfile enaltecendo os “corpos reais”. Essa forma de absorver as demandas do público para abarcar uma nova fatia de mercado não é novidade, pois várias empresas inovam na forma de atuar apenas para vender mais.


Àquelas marcas que ainda não compreenderam esse movimento da sociedade, as críticas não tardam a chegar. A socialite Nadia Bartel, ao lançar sua marca Henne, viu grande parte do público questionar a representatividade dos corpos na campanha de roupas esportivas. A proposta da marca é criar roupas femininas essenciais de qualidade, com “um propósito duradouro”.

As peças da empresa fundada em Melbourne, na Austrália, são inspiradas em designs simples e estilos intercambiáveis, com o intuito de simplificar a vida das clientes.

2 Socialite e criticada por ter apenas modelos brancas e magras e nao ser inclusiva

Direitos autorais: reprodução/ @nadiabartel

Afirmando que ouvir os clientes é uma das características da empresa, ela se compromete com transparência quando ouve os feedbacks que todos quiserem passar. Mas, nas redes sociais, a história é outra. Nadia Bartel, cofundadora da Henne, compartilhou no seu perfil pessoal algumas fotos de uma coleção de roupas esportivas, mas muitos seguidores criticaram o fato de não existir nenhum tipo de representatividade.


3 Socialite e criticada por ter apenas modelos brancas e magras e nao ser inclusiva

Direitos autorais: reprodução/ @nadiabartel

Não são poucos os comentários questionando os motivos de a marca colocar apenas modelos brancas e extremamente magras para apresentar a coleção, mostrando que a ausência de engajamento em questões pautadas pela sociedade pode marcar negativamente uma marca. Os usuários afirmaram que todas as mulheres eram muito parecidas, o que implicava em roupas que não se estendiam à maioria da população.

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Direitos autorais: reprodução/ @nadiabartel

Uma seguidora perguntou se a ideia de representatividade era adicionar ao elenco apenas uma mulher grávida, que ainda assim é muito difícil de identificar. Outra escreveu um extenso comentário, analisando que a marca não aparentava ter peças que coubessem nela, e que isso fazia apenas com que sentisse que existia algo de errado no próprio corpo. Percebendo que o público estava tendo uma reação negativa com sua publicação, a socialite resolveu compartilhar uma foto nos stories mostrando uma modelo vestindo um tamanho um pouco maior.


5 Socialite e criticada por ter apenas modelos brancas e magras e nao ser inclusiva

Direitos autorais: reprodução/ @nadiabartel

Mesmo assim, a situação não foi bem-vista pelo público, que continuou tecendo críticas a respeito da falta de representatividade da marca, ainda mais porque a própria Nadia compartilhou uma foto sua vestindo um top extra pequeno (XS), falando um pouco das especificações da peça, como ser feita de elastano em tecido canelado. Isso apenas serviu para reforçar que as criações são mais direcionadas a si mesma do que ao público em geral.

Buscando explicar a situação, Nadia afirmou que as mulheres que apareceram nas fotos não eram modelos, e sim funcionárias da sua grife. A justificativa também não “colou”, e as usuárias ainda criticaram sua postura de contratar apenas mulheres magras e brancas, excluindo todos os demais corpos, como se mostrasse que não existe espaço na sua marca para nada que for considerado “diferente” do padrão ocidental.


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