Solidariedade: quanto mais doamos, mais temos



Solidariedade: ao doar nos sentimos preenchidos!

Na matemática subtrair é ter menos e somar é ter mais. Simples assim. Mas, na vida é bem diferente.

Recebi uma doce mensagem de uma jovem chamada Yasmin. “Estou indo a um asilo dar aula de inglês para um idoso de 96 anos. Ele é cultíssimo e sonha em aprender inglês”.

Yasmin é um nome de origem persa e quer dizer jasmim, flor muito perfumada, originária da Ásia, utilizada na confecção de fragrâncias e perfumes. Está na essência do nome dela exalar um aroma agradável e é certamente isso o que ela faz em seu ato solidário.

Duas coisas fizeram meu coração bater: ver uma moça linda interessada em compartilhar amor e conhecimento dentro de um asilo, e esse senhor que, caminhando para o fim do seu ciclo, é capaz de encontrar um brinquedo novo neste imenso parque de diversões, que ele conhece há quase um século: a vida.

O encontro de duas gerações. Ela, recém-formada, cheia de sonhos e talentos, com a vida toda pela frente. Ele, cheio de histórias para contar, muita experiência na bagagem e ainda assim curioso, sedento, aberto ao desconhecido, trazendo sabiamente graça aos seus dias.

O sim deles lhes traz as recompensas por si só. A vontade de aprender rende ao senhor horas agradáveis ao lado de uma moça muito especial e a disponibilidade dela de ensinar faz com que o coração dessa jovem transborde de alegria.

Temos a ideia de que solidariedade é uma via de mão única, um ato de bondade com o próximo, e, muitas vezes, nos esquecemos que o que fazemos pelo outro fazemos por nós mesmos. Ao doar nos sentimos preenchidos.

Há quem doe dinheiro por falta de tempo. Há quem doe tempo por falta de dinheiro. Há quem doe abraços e sorrisos. Independentemente do que doamos, o que importa é que nos traz alegria.



Cresci em bazares da pechincha arrecadando fundos para instituições de caridade. Cresci em festas de creches, asilos e orfanatos: festas do sorvete, de dia das crianças, Páscoa e Natal. Essa era a vida da minha mãe: ajudar o próximo. Eu, pequena, não entendia porque ela fazia tanto pelos outros. Hoje, posso apenas tentar imaginar o quão completa ela se sentia e o tamanho do coração dela, para receber de volta tudo o que dava e um pouco mais.

Doando recebemos mais do que imaginamos. É uma matemática sem lógica. Quanto mais doamos, mais temos, multiplicamos. E quando recebemos, estamos ao mesmo tempo doando. É a magia do dar e receber.

E no final da aula da Yasmin: corações preenchidos. É difícil dizer quem ensinou e quem aprendeu.

Compartilhar, doar, aprender e ensinar: verbos que nos ajudam a amar o próximo e a nós mesmos. A partir de hoje, pratique a solidariedade, doe mais sorrisos e veja a vida sorrindo de volta para você.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: belchonock / 123RF






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