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SOLTARAM A SUA MÃO? SIGA EM FRENTE!

Nos processos de idas e vindas da vida, quantas vezes nos deparamos em situações um tanto quanto curiosas quando algumas pessoas cruzam nosso caminho? Através de uma conversa bem informal no ponto de ônibus, na fila do banco, na loja de roupas procurando o quê comprar, na festa de seu(a) amigo(a) onde você se torna rapidamente um “amigo de infância” daquele convidado por terem tantas coisas em comum, etc.



E a partir disso, inicia-se uma amizade tão intensa e instantânea que faz ser frequente a comunicação por diversos meios, como telefone e redes sociais.

Daí, ocorre uma breve estranheza: “Como pode esta pessoa e eu sermos tão amigas se nos conhecemos praticamente ontem?”_ As conversas tornam-se longas, os cafés tornam-se agradáveis no fim da tarde em companhia de sua nova amizade e a troca de segredos se faz mútua. E essa nova amizade passa ser a nova personagem a segurar a sua mão na trilha da vida. E tudo fica bom. Fica mesmo! Afinal, quem não gosta de encontrar sua “alma gêmea” de sentimentos?

Porém, coisas inesperadas acontecem; não sabe-se o porquê do sumiço ou do romper da sua nova amizade com você_ a comunicação perde frequência, a conversa esporádica, os cafés já não há mais nos fins das tardes e não há mais segredos para trocar….mais uma vez, soltaram a sua mão. Soltaram a sua mão sem aviso prévio e ainda há tentativas com recados:” Oi! Está tudo bem? Mande notícias quando puder. Beijos!” Mas, não há retorno_ o retorno é bem tardio. E nos questionamos: “Será que falei ou fiz algo que o(a)magoou?” “O que houve para mais um sair assim da minha vida?”


Bem, as respostas nunca saberemos ao certo, contudo há de ser saber que cada um de nós tem o seu processo bem pessoal e que o “pegar e o soltar a mão” pode ser instantâneo ou não; há aqueles que pegarão na nossa mão e permanecer e há outros que irão nem dizer um até logo!

Cada um tem seus processos _ outros mais claros e sábios, outros mais dúbios e imaturos e outros mais sinceros e honestos. E esses processos denotam-se em ciclos que são inevitáveis na vida de todos nós, e destes ciclos, cada um entende o seu. E por instinto, seu coração lhe diz: “Siga em frente! E Continue a caminhada.”

Ter amizades que se encaixem conosco, que dividem a todo momento as agruras e vitórias da vida e poder conversar a qualquer hora da madrugada é ótimo e essencial para o nosso círculo social. É saudável termos essas amizades assim por perto. Mas quantas vezes nós também já não “pegamos e soltamos” a mão de alguém em algum momento e plantamos em sua alma a dúvida?


É preciso ter o cuidado para o “soltar a mão”; sim porque, se eu não estou feliz em segurar a sua mão, também não há a obrigação de continuar segurando pois pode gerar hipocrisias e mentiras_ mas, se quer soltar a mão, então diga nos olhos e não plante uma tristeza profunda no interior de alguém.

Por fim, se soltaram a sua mão, siga em frente. Não há culpados. Há processos.

Charlene Santos

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