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Sommelier de sentimentos…

O que ficou do que nunca tive?



Se nunca tive, porque acredito ter restado algo? Porque minhas emoções se exaltaram ao devanearem através dos meandros repletos de fantasias alegóricas que remetiam à paixão, um feixe por onde dava para sentir a intensidade do que estaria por vir.

Era como se eu tivesse encontrado o que sempre procurei.

Meu coração batia ininterruptamente reconhecendo o caminho para a “casa”. Assim eu me sentia… sinto… sentia… sinto… não sei ao certo…


Bem ali! Não muito longe de mim cheguei a extrapolar meus quereres ao me ver finalmente em “casa”.

A “casa” era modesta, simples, mas com uma riqueza de sentimentos nunca “degustados” por mim. E acredite que mesmo não tendo “provado” pude simular um menu dos mais variados “sabores”, talvez me autodefiniria como uma sommelier de sentimentos.

Ansiava me aproximar mais, “entrar na casa”, no entanto receios misturados com medos tolos tomaram conta de mim.

Fiquei parada diante da “casa” que havia aberto a porta. O que me fez sentir que seria bem-vinda.


Mas tinha consciência que se entrasse haveria uma colisão de emoções. E em uma colisão há sempre fissuras, explosões que poderiam me afetar para sempre.

Foi dessa maneira que o nada tornou-se tudo, o Big Bang… entrar naquela “casa” seria criar um novo universo, com variáveis desconhecidas.

Refletia, interrogando-me de modo incisivo. Um vento começou a dar sinal de mudanças.

Sentia que precisava me apressar, mas, mesmo desejando intensamente entrar por aquela porta, eu me vi num estado de catatonia.


Seria melhor viver o que esbocei em minha mente do que me arriscar?

Ali, eu estava ilesa. Bem, nem tanto, haviam algumas “feridas” que estavam em processo de cicatrização, mas nada de sério.

O estalo da porta se fechando foi o ápice dessa epopeia que me fez dar meia volta e ir em busca de um lar onde não fosse preciso ter pressa para se entrar, onde “ventos” não surgissem para fechar portas.

Parafraseando o mestre Vinicius de Moraes: quero uma “casa” que seja cheia de graça, que não tenha teto, que não tenha portas, que as janelas sejam abertas e que seu interior não tenha nada além de um “fogão de lenha” com chamas crepitantes sinalizando que “calor” ali não faltará, que tenha dois balanços debaixo da árvore com copas frondosas onde eu e você possamos através de nossas diferenças nos embalar num só ritmo buscando neste “ir e vir” a harmonia do nosso sentir.


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Direitos autorais da imagem de capa: milanmarkovic / 123RF Imagens

Você é a resposta às minhas orações…

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