Somos de mundos diferentes…

Ninguém é responsável pela sua felicidade, pelo simples fato de que cada um é diferente, tem necessidades diferentes e vive em mundos diferentes.

Se pararmos para pensar em uma competição qualquer, haverá um grupo de jurados na bancada, cada um com uma especialização distinta avaliando uma mesma modalidade apresentada.

Por exemplo, em um concurso de dança, pode haver uma bailarina consagrada avaliando a precisão dos movimentos, um coreógrafo avalia a criatividade da coreografia, um modelista foca no figurino. Todos olhando para a mesma situação, porém com “filtros”, ou seja, perspectivas diferentes. Todos estão certos, dentro do seu “mundo”.

Partindo desse princípio o mundo de cada um é dado pela sua visão e experiência de vida, o que ouviu, aprendeu e acredita ser o ideal.

Eu posso encontrar alguém que tem a mesma profissão, mas trabalha em outro campo, os mesmos gostos musicais, que cresceu em uma família com características parecidas, ou que passou por fases da vida semelhantes, etc, mas seria impossível dizer que pensamos e sentimos exatamente as mesmas coisas, temos as mesmas questões internas, necessidades, carências ou também as mesmas alegrias.

Fica impossível conseguir fazer com que o outro seja feliz, pois não vivo o mesmo “mundo” dele, e mesmo que conseguisse enxergar esse mundo jamais teria ferramentas suficientes para suprir um vazio que não me pertence.

Seria um caminho interminável, pois o ser humano não é estático, passa por ciclos onde as mesmas questões que hoje parecem ter o tamanho de uma montanha, daqui dois meses, dois anos, duas décadas mudam, outras necessidades aparecem, afinal a vida é uma eterna substituição de dúvidas.

Alguém pode conseguir trazer a você momentos de alegria e agregar valores. Mas imagine que você não está preparado para receber, que está de cabeça cheia e passando por momentos de dificuldade e, principalmente, está lhe faltando recursos internos para lidar com esses problemas. Pode ser que você não enxergue todo o esforço dessa pessoa. Vai sempre faltar algo, vai sempre ter alguma coisa errada, não vai ser suficiente.

Fora isso, a pessoa não vai estar sempre bem, 100% do tempo se dedicando às suas necessidades. Ela vai ter as necessidades dela também para lidar.

Mas o que fazer? Para começar, conhecer-se bem, perceber em que pontos o seu mundo é diferente do mundo do outro é um grande primeiro passo. Saber trabalhar as suas necessidades, sem esperar que o outro as entenda, enxergar o que realmente é importante, buscando preencher seus valores, virtudes e estado de plenitude com você mesmo pode ser a chave para estar feliz e unir a sua felicidade com a do outro.


Direitos  autorais da imagem de capa: Teodora Popa on Unsplash



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