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Somos diferentes e fazemos o mundo diferente, pelos pequenos passos que damos…

Sempre me questionei, como artistas famosos, como Vincent Van Gogh ou Gaudi, hoje venerados e cujas obras, possuem valor inestimável, foram tão solitários, com dificuldades financeiras, vilipendiados e incompreendidos em seu tempo. Precisaram morrer para que as futuras gerações os notassem ou os reconhecessem.



Van Gogh chegou a vender seus quadros em feiras e os parcos recursos que ganhava, muitas vezes, doava a seu irmão e amigo Theo, ainda que deixasse de comer. Já Gaudi era ridicularizado por suas obras, considerado extravagante e no fim da vida, praticamente devotado a construção da igreja Sagrada Família de Barcelona, que ficou inacabada, faleceu como um indigente. Estes são apenas dois de muitos exemplos de reconhecimento e valorização tardia no mundo das artes.

E se artistas com talentos notáveis, hoje consagrados, passaram por penúrias e sofrimentos comuns, quantos que estão ao nosso lado, no dia a dia, relegamos a desatenção de seus méritos?

O ser humano sempre busca líderes e heróis a serem seguidos como exemplo, no entanto, diante deles, normalmente, não os percebem. Ficam atentos às grandes obras e esquecem de observar os detalhes. Afinal, mestres não são aqueles dispostos à grandes feitos, mas aqueles que conseguem ter respostas diferentes às pequenas e comuns situações diárias.

Nesta busca, quase incessante, por uma solução externa e longínqua de nossa realidade, esquecemos daqueles que estão ao nosso lado. Que se esforçam e lutam, conquistando pequenas realizações e , muitas vezes, fracassando na busca por elas.


Vivemos um período, que a felicidade é a espera de ações bem sucedidas, sem ponderar, que a felicidade deveria ser a causa pela qual lutamos, independente do resultado. Como um meio, não um fim.

Somos únicos, não pelo talento ou a falta dele, pelas vitórias ou derrotas, que nos façam reconhecidos…

Somos diferentes pelos pequenos passos que damos e que apenas no fim, teremos a exata noção do longo caminho sinuoso percorrido.

Que possamos valorizar, aprender e ouvir mais cada pessoa que cruzar o nosso caminho. Sem distinção ou expectativas, que super ou sub valorizem o papel que representam em nossas vidas. Sejamos solidários e atenciosos uns com os outros, lançando sementes pelas mentes que formos convidados a estar próximos.


Um dia especial não se define por um grande evento, mas em fazer de cada momento, uma grande oportunidade.

Não importa o que as pessoas façam, mas no fim, a importância que dá a elas a cada dia. Como diz a música: “Tudo que precisamos é amor” (Beatles)

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Direitos autorais da imagem de capa: bowie15 / 123RF Imagens

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