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Somos todos o desabrochar de uma flor…

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Más experiências são necessárias, nos fazem crescer como seres humanos. Atire a primeira pedra quem nunca errou. Sofrer uma ou duas vezes é importante. Possuímos um fardo que carregamos nas costas, esse ato involuntário de sentir demais.



Pode não transparecer, mas no fundo sabe a delícia do sabor do fel. São nestes momentos valiosos que tiramos o pesar de dentro da alma e o mandamos embora, abraçando somente o que ficou de bom. A tendência é dramatizar. Chorar até perder o fôlego. Ser um pouco dramático, faz parte da essência de qualquer um. Estamos desabrochando, pouco a pouco.

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Vou à praia tomar banho de mar e deitar na areia para o sol me esquentar. Trarei comigo uma água de coco, brindarei à vida, ao amor, as oportunidades e o futuro. Não precisa de muito, é verão, estação quente. Quente como a minha vontade de jogar-me ao mundo aproveitando tudo que me é concedido. Arder sem me preocupar com o ontem ou o que está por vir. Pegar fogo e depois renascer das cinzas como a fênix faz.


As folhas nas árvores estão amarelas, cada uma caí uma atrás da outra, em plena sintonia como se elas quisessem tocar uma bela música. Hora de concretizar as metas do final de ano, pular sete ondas não é o suficiente se eu não colocar a mão na massa. Se eu cativar a vitória, alguns ainda dirão que é sorte. Hora de cair e levantar. Seguir em frente sempre, enfrentando todos os obstáculos que não me permitem crescer. Primeiro é preciso plantar para depois colher. Passaram-se as férias.

O amor bate à porta, as oportunidades também. É outono, sugestivo ir ao parque, sentar no banco e sentir o vento beijar o meu rosto.

O frio lá fora trinca. O ar quente que sai da boca esquenta minhas mãos nuas. Mesmo sendo inverno, tudo se concretiza minuciosamente. É hora de mantermos a chama acesa.

Aproximarmos daqueles que nos fazem bem, talvez aquele dono do chamego que tanto deseja. Um chocolate quente à beira da cama assistindo filmes à noite inteira. Bota aí algum documentário legal sobre A Segunda Guerra mundial, após podemos assistir o gênero que você quiser. Fique aqui, deixe-me sentir, não sou boa em administrar sentimentos, mas quem sabe junto de ti, isso não se torne um arame farpado.


Cessam-se as geleiras da alma. A grama começa a tomar cor novamente e os pássaros a pairar no céu. Como é lindo ver que há cor na vida e no mundo. Nasce um botão de flor no jardim. Verde como a esperança. Vivo como eu, nós. Tão inocente. Apesar de parecer algo tremendamente ridículo e insensato, é verdade. Acredito que há muito mais esperança e bondade dentro de nós mais do que qualquer ser humano já notou. Entretanto, no início de toda primavera, desabrochamos como flor.

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Somos entregues aos olhares e aos sorrisos que, no meio de todo caos, causam suspiros. Ressuscitam as borboletas que morreram dentro de nós e, notamos aquela veia pulsando no braço enquanto duas mãos se abraçam. O coração bate mais forte e tornamo-nos bobos inconscientes há todos esses besteiróis. Genuíno amor, eu costumo chamar. Essa pitada de pureza mais uma poção de clichê.


Tem café e amor fresco te esperando…

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