publicidade

Somos todos, verdadeiramente, merecedores!

Há uma verdade onipresente, essencial, e escondida em todas as pessoas e situações.

Entendi que não preciso que o mundo todo me ame, apenas eu mesma.



E eu não preciso necessariamente desse amor, ele é onipresente.

Tanta gente procura ser amado, procura sentir-se merecedor de algo, sente a necessidade de receber um troféu, um mero reconhecimento de uma entidade anónima.

Ensinaram-nos que o propósito de toda a nossa vida é servir a uma plateia invisível.

Que essa plateia está em todo o lado, e o maior triunfo é agradar um conjunto de entidades que nos providenciem uma prova física de que somos merecedores, um título que nos eleve o status, a nossa posição como seres humanos.


Somos mais que seres humanos, e viemos não para ganhar o nosso merecimento, mas para praticar aquilo que é nosso por natureza: a capacidade de criar e receber o que criamos – seja através do trabalho, das ideias, da bondade, do exemplo… mas criamos através do que somos.

O nosso merecimento é inato. Nasce conosco, é a lei do Universo.


Não precisamos “ganhar” alguma coisa, não existe uma entidade superior que nos testa e nos dá uma pontuação na prova da vida.

Apenas podemos criar e receber o que criarmos, através da maneira como existimos e percebemos a vida.

Podemos ficar melhores na arte de viver ou não – seja por experiências que nos fazem baixar a guarda e dizer: “desisto de viver para agradar aos outros”, ou pelas nossas próprias conclusões do que é melhor.

Mas a maior parte resigna-se à visão da entidade invisível, e acha que a vida é uma luta, uma competição, um jogo para ver quem é melhor, mais merecedor, mais bem-sucedido – e para quê?

Se isso é o que lhe faz feliz, então que vá em frente, mas normalmente não é este o caso.

Deixar que a nossa felicidade dependa da resposta dos outros à nossa postura e comportamento (tal e qual como nos ensinaram na escola), é debilitante, desgastante, e é no fundo mentir à nossa essência.

Cada um tem a sua maneira de viver, os seus objetivos e aquilo que lhe faz feliz.

Não é porque nos disseram que toda a gente é feliz a viver da mesma maneira que devemos acreditar, porque mesmo aqueles que querem o nosso bem normalmente querem que o nosso comportamento e ações assentem na SUA ideia de Felicidade.

Que se dane encaixar nas expectativas dos outros – da escola, da família, dos amigos, dos conhecidos, das empresas, das organizações, dos media.

Eu sou eu, e se isso me faz feliz, é o correto para mim. E se não for correto para x? Que essa pessoa encontre a sua própria felicidade, em vez de deixá-la à mercê de outros.

Aprendi muito com a minha família, e eles com certeza aprenderam comigo também.

Todas as pessoas do meu meio social e faixa etária seguiram um caminho linear, que encaixa nas expectativas de toda a gente. Menos eu. Eu desisti da faculdade, saltei de emprego para emprego, comecei a morar com o meu namorado cedo…enfim, o pesadelo de qualquer família que educou a sua filha direito.

Não segui o que me disseram, porque tentei e senti-me drenada emocionalmente. Ouvi as histórias das pessoas que seguiram o percurso dito normal, e elas também se sentiram assim, mas continuaram porque aprenderam que a vida é uma luta, e quem desiste é fraco.

No meio de todo o cansaço físico e mental que passamos nas aparentes provas da vida, esquecemo-nos de parar um pouco e reavaliar o nosso verdadeiro propósito: será ganhar dinheiro? Ter uma família? Um diploma? Ser o melhor dentro da sua área? Ou será ser feliz?

A expressão “ser feliz” tornou-se, no conceito abstrato da maioria das mentes, uma ilusão, uma mera propaganda estampada nos produtos que prometem preencher os vazios emocionais temporariamente.

“Ter” tornou-se no novo “ser”. Na prova dos melhores entre a sociedade, quem tem mais é rei – supostamente.

A lição mais valiosa que aprendi com a minha família foi que as respostas estão sempre dentro de mim. Através do que vivi, tirei as minhas próprias conclusões sobre o que é melhor.

Apesar de tudo o que nos é ensinado, e do fato de eu não concordar com a maior parte, consigo percecionar que há uma verdade onipresente, essencial, e escondida em todas as pessoas e situações.

Não existe uma prova, porque tudo é temporário, e num dia achamos que ganhamos, no outro dia achamos que perdemos tudo – mas está tudo na maneira como nos sentimos e vemos a vida.

Não importa o que os outros pensam, porque todos pensam diferente, e se nos amarmos, isso bastará, porque nada do que os outros façam nos pode prejudicar.

Ser feliz é mesmo o que importa realmente, porque à medida que vivemos e ganhamos posses, status, conhecimentos e experiência, aprendemos que nada disso tem valor, se não formos felizes mesmo sem essas coisas.

Não precisamos que todo o mundo nos ame, apenas algumas pessoas chegam. Porque nos momentos em que ninguém nos reconhece como merecedores, ou quando temos todo o sucesso do mundo – apenas a presença daquelas pessoas especiais importa, assim como a nossa.

Se existimos todos os dias e sobrevivemos a todas essas supostas provas, é porque somos, verdadeiramente, merecedores.

E são as pessoas que estão sempre lá, que nos dão um propósito mais evidente de que somos merecedores de tudo o que desejamos.

____________

Direitos autorais da imagem de capa: racorn / 123RF Imagens

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.