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Sou de uma época em que os relacionamentos eram de encontros diários, beijos no portão e andar de mãos dadas…

Os relacionamentos modernos.  

Sou de uma época em que os relacionamentos eram feitos de encontros diários, de beijo de boa noite no portão e andar de mãos dadas na praça porque não tínhamos dinheiro para muita coisa.



Os relacionamentos eram mais participativos. Um sabia muito da vida um do outro e privacidade era somente do necessário.

Atender ao telefone celular um do outro, quando tinham, era uma coisa normal. Atualmente vejo os namoros que são criados cheios de regras, de imposições, de direitos sem prestação de deveres e eu me pergunto: qual a graça de se compartilhar ¼ da sua vida com alguém?

Até onde o extremismo da frase ‘quem é mais frio tem o poder da relação’ está levando um casal apaixonado? Passando pelas notícias, vejo vários textos que dizem o que fazer ou não para ele se apaixonar. E o mais engraçado é que na maioria deles há um tópico em comum. Não seja disponível.

Como assim não seja disponível? Se meu namorado não puder me achar quando precisar ou se encontrar comigo somente pela metade, como vai saber que eu posso ajudar?


Fico pensando se em um relacionamento tiver que travar uma queda de braço para ver quem é mais indiferente, qual a justificativa de se estar junto?

Será que um relacionamento maduro é mesmo aquele que não se preocupa com a falta de contato do outro? Ouço o tempo todo, justificativas que me dizem que cada um tem sua vida. Eu compreendo, só que estamos deixando que a vida um do outro seja mais importante que a vida do casal. Esse é o ponto. Unir-se a outro é ter a disponibilidade, para doar-se, entregar-se, de aguentar os humores ruins, de relevar as brigas ou as contradições em prol da vida a dois.

Onde eu encontro essa vida a dois no meio de tanta solidão? No meio de tanto “não vou responder agora porque ele demorou a me responder”. E sem essa, porque em algum momento já fizemos isso.

Nesse novo mundo parece que as pessoas têm medo de sentir o outro, de se machucar, de mostrar o que sente e ser envergonhado ou servir de chacota. Será que esqueceram que o tombo ensina muito mais do que o sucesso? Será que não sermos disponível está nos tornando mesmo pessoas mais seletivas e corajosas ou simplesmente estamos nos tornando pessoas covardes, que têm medo da opinião dos outros?


Encontrei uma passagem na bíblia (Eclesiastes 4:9-12) que diz:

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E, se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.”

Quando se está sozinho não há nada de errado em desfrutar da vida de solidão, de não dar satisfação para ninguém, de não ligar no dia seguinte, de não desejar boa noite e de não se apegar a necessidade de demonstrar carinho. Só que, ao firmar o compromisso de estar com alguém, esteja.

A vida é feita de escolhas e, com certeza, você terá o momento em que escolherá ter alguém do seu lado. Não deixe que ninguém dite as regras do seu relacionamento para que ele seja saudável.

Relacionamento é muito pessoal, seja ele com sua amiga, com seus familiares, com namorado ou com filhos.

A pregação de um relacionamento de casal à sombra de atitudes de desapego e desinteresse levará a outra pessoa envolvida a fazer o mesmo. Não se envergonhe da dedicação para trazer mais felicidade e sorriso para a vida de alguém. E se não der certo, faça um balanço de erros, acertos e de expectativas e alinhe-se para que, na próxima tentativa, caminhe mais favorável aos interesses dos dois.

Por mais que duas pessoas possam desentender-se, haverá sempre um consenso para que elas se alinhem e partilhem de momentos agraciados por ambos.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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