Sou um mar de sentimentos que transborda… sou seu mar!

Sou mar… sou seu mar… sou seu amar!

O medo visitou-me milhões de vezes, implorando-me para eu desistir de você.



Coisas da minha mente tola e protetora.

Mas meu coração corajoso colocou o temor para fora de sua casa e abriu suas portas apenas para o amor.

O Sr. medo nada mais foi do que minha fuga disfarçada. Fugi de você… fugi de mim mesma… fugi desse sentimento louco que não para de correr atrás de mim.


Eu fiz de tudo para esquecê-lo, mas essa atração imaterial e inexplicável por sua pessoa, manteve-me unida fortemente às suas lembranças.

Meu amor por você invadiu meu coração, sem eu perceber…

Você estava o tempo todo escondido em mim. Sempre soube que existia algo diferente, mas não tinha certeza do que era. É a minha mania de ser realista sobrepondo as vontades (confusas para minha mente) do meu coração.

Fiz de tudo por você… para você, mas não por mim. Não desisti de você, nem por um segundo, mesmo sendo um chato comigo, desprezando-me por diversas vezes. Inclusive, peço até perdão por essa minha teimosa insistência.


Mas é a vontade imensa de estar perto de quem a gente ama.

Só que não posso mais ficar jogando ondas de palavras cheias de força para que seja invadido, molhado por mim.

Fica aí mesmo… onde está… admirando-me de longe… nas areias de sua segurança… pois sou um mar de sentimentos que transborda… sou tão profunda quanto o mesmo… sou o som que o chama pelo quebrantar das ondas… sou o balanço das águas que anseia por niná-lo… sou imensidão e infinito de vida e amor…

Sou seu mistério desvendado… sou seu tesouro escondido no abissal do meu ser… sou mar… sou seu mar… sou seu amar!

Quando não sentir mais medo, vem e mergulha em mim. Estarei sempre no mesmo lugar. Mas se um dia chorar, chega mais perto… deixa eu lamber seus pés e colher suas lágrimas. Pois elas farão parte de mim. Afinal, suas dores são também as minhas. E quando acalmar-se, olha para mim… continuo forte e cheia de energia para lhe ofertar eternamente. Sou sua força, sua paz, sua alegria… jamais sua fraqueza, sua tristeza ou seu medo.

Sinto muito, mas hoje eu paro com essa minha obsessão!

Pois não quero mais “molhá-lo”.. Não devo!

Entretanto, se um dia pegar uma concha e tentar escutá-la… serei o eterno barulho silencioso da sua inquietude interior!

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Direitos autorais da imagem de capa: piyaphantawong / 123RF Imagens

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