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Três insights para sair do modo de sobrevivência e passar a viver

Leia isto e comece a quebrar agora mesmo a sua a síndrome do modo de sobrevivência da segunda-feira!

De segunda à sexta, você acorda, escova os dentes, toma banho e se veste, toma café da manhã, pega o seu transporte para ir ao trabalho, trabalha, almoça, trabalha mais, pega o transporte para voltar para casa, enche a cara de Netflix e redes sociais e dorme.



Em algumas sextas, você vai para o happy hour porque todo mundo vai.

Em outras sextas, você vai noite adentro e volta para casa apenas no sábado de manhã.

Sábados e domingos você está cansado da semana. Não lê um livro, pois está cansado, não assiste àquele curso que você comprou, pois está cansado. Às vezes, mesmo cansado, você resolve dar uma volta com alguns amigos, e só reclama que está cansado.


Eis que chega o domingo à noite, toca a música do Fantástico e já bate a síndrome do modo de sobrevivência da segunda-feira.

Você se identificou? Esta é a sua rotina? Então, deixe eu lhe perguntar algumas coisas:

– Quando é que você escolhe ativamente fazer algo?

– Quais são os momentos que você tem para dedicar somente a você?


– O que é que você diz durante o dia que é realmente algo que você queria dizer?


Hoje eu quero falar com você sobre sobreviver X viver.

Não sei se você sabe, mas a sua vida está acontecendo agora: com esse emprego que você tem agora, com a casa que você mora hoje, nos lugares que você frequenta neste momento, com as pessoas com quem você escolheu andar.

Não sei o quão duro é ouvir isso: você não vai viver quando tiver aposentado, um milhão de reais, o emprego dos sonhos, o relacionamento perfeito.


Você vive agora.

Como vivemos num mundo capitalista, eu gosto de fazer o seguinte paralelo: a moeda de viver é o tempo. Para ter a sua aposentadoria, você paga 65 anos. Para ter um milhão de reais, você paga o tempo para economizar e investir. Para ter o emprego dos sonhos, você paga um tempo para estudar e encontrar essa vaga aberta.

Durante 35 anos da minha vida, eu vivi aquela rotina que eu coloquei no primeiro parágrafo. Eu viva como se ouvisse em loop o pagode “Deixa a vida me levar”. Teve muito lugar e muita situação que eu não queria ter vivido, mas não tive coragem de impor a minha vontade, de não ir ou de não querer, por escolher agradar o outro. Eu sempre escolhia sofrer, para que o outro não sofresse; eu não me permitia ser feliz do meu jeito.

Que vida justa essa, não? Enquanto todos estavam se divertindo, no meu mundo, eu segurava o sofrimento de todos comigo.

A minha virada de chave foi quando eu ouvi a frase: “Você é muito maior do que você imagina e tudo o que você precisa está dentro de você”.

Você pode achar que isso é apenas uma frase motivacional de coaching, e é, mas ela também carrega uma grande verdade.

Ao entender completamente esta frase, eu tive três insights para sair do modo de sobrevivência e passar a viver: amar o que se faz, viver no presente e focar na solução e nos meus recursos.

Eu tinha amor dentro de mim. Aos poucos, eu passei a demonstrar esse amor para mim mesma, permitindo-me dizer “não” quando eu queria dizer “não”. Enquanto eu ainda trabalhava no mundo corporativo, eu aprendi a fazer o que eu fazia com amor. Eu passei a amar o que eu fazia e isso transformou meu mundo dentro da área do trabalho.

Tudo que eu fazia eu ia leve, eu colocava amor, mesmo nas noites de implantação que eu passava a madrugada inteira trabalhando e todos os problemas não planejados aconteciam.

Amar o que você faz ou fazer o que se ama para trabalhar não o isenta das dificuldades ou do transtorno: isenta-o do peso que você carrega.

Um efeito colateral de amar o que eu fazia me habilitou a não reviver mais o que tinha acontecido que eu poderia ter feito diferente e a não viver mais os problemas que poderiam – ou não – acontecer.

Eu passei a ter a intenção de colocar o meu amor nas coisas que eu tinha de fazer no dia de hoje: ser amorosa com o motorista e o cobrador do ônibus ao dizer bom dia, ser amorosa com meus colegas de trabalho.


Devagar eu comecei a viver o dia de hoje apenas.

A meditação me reforçou isso ainda mais. Se eu me puno por não ter feito algo que tenha dado certo no passado, eu me privo de tentar novamente. Se eu tenho ansiedade pelo futuro, eu me privo de ver a beleza do hoje. Um ditado popular me ajuda até hoje nessa parte: “O que não tem remédio, remediado está. E se está remediado, não precisa da minha preocupação ou do meu apego.”

Quanto tempo eu passei olhando apenas o que faltava: diploma, bom emprego, férias, dinheiro, namorado… e toda vez que eu conquistava alguma coisa da lista do que falta, eu colocava um item surpresa no lugar. Quando é saudável, chamamos de meta. Quando não é saudável, são pontos que nunca serão atingidos, sem benefício algum. Apenas nos lembram do que falta na  vida, sem necessariamente provocar uma reflexão “será que isso falta mesmo?”.

A gratidão, apesar do hype, entra aqui para lhe mostrar o quão cheia é a sua vida, quantas coisas você já conquistou, quantos perrengues você já venceu. Para lhe mostrar que você é incrível, mesmo que você não tenha exatamente aquilo que deseja.

Se você se permite ser feliz com o que você tem e conquistou agora, você olha para o que tem dentro de você: suas qualidades e seus talentos. Você olha para a parte já preenchida da sua vida. Quando você percebe o quão cheia a sua vida é hoje, você acha soluções mais rapidamente. Você para de se prender na falta e se prende na abundância.

Tudo é uma questão de escolha. Se você se sente bem onde você está, está tudo bem. Viver não é um jogo de certo ou errado. Para mim, viver é um jogo de quem sabe administrar a moeda de troca para que você chegue aonde você quiser.

O que você pode mudar hoje que vai começar a quebrar sua a síndrome do modo de sobrevivência da segunda-feira?


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