Sua alegria incomoda? Não importa o que façam ou falem, jamais deixe que apaguem sua luz interior!



Não importa o que façam ou falem, jamais deixe que apaguem sua luz interior!

Desde que a humanidade é a humanidade, nota-se que o convívio entre as pessoas é bastante complicado, ainda mais quando se trata em aceitar alguém que pensa e age de forma totalmente diferente com a qual se está acostumado. Para ilustrar esta questão, vou citar duas experiências.

Outro dia, estava assistindo a um programa de TV de gastronomia, em que os participantes competem entre si pelo grande prêmio. Então notei que um dos rapazes cozinhava sorrindo, ele estava fazendo o trabalho dele corretamente, mas pelo fato de não estar de mau humor, ninguém o respeitava. Inclusive, uma das chefs responsáveis pela avaliação dos concorrentes disse que o rapaz estava faltando com respeito a ela, à produção e aos demais participantes pelo fato dele cozinhar sorrindo. Logo em seguida, os outros competidores concordaram com a visão da chef e disseram que era um absurdo a postura dele dentro daquele ambiente.

Por que não entenderam que ele poderia estar feliz por ter sido um dos selecionados? Por que não compreenderam que ele poderia estar bem-humorado por vivenciar uma experiência tão rica?

Por que não imaginaram que ele poderia estar alegre em fazer algo que gosta muito?

O outro relato é sobre algumas situações que aconteceram comigo. Gosto muito de tratar as pessoas com cortesia e procuro estar bem-humorada para enfrentar os desafios da vida, porém, nem todos pensam ou agem desta forma e por isso, já cheguei a ouvir de uma das minhas chefes que minha alegria a irritava. Além disso, certa vez, ouvi de uma cliente que eu era educada demais e isso a incomodava muito.

O outro caso foi em um dos locais que trabalhei. Sempre procurei ser uma pessoa comprometida, que não faltava e que não deixava de cumprir todos os afazeres que cabiam a mim. Além disso, por muitas vezes, realizava tarefas além das minhas por ter dificuldade em falar não para as pessoas e pelo fato de querer ajudar os demais colegas. E mesmo que estivesse sobrecarregada de trabalho, eu fazia tudo feliz, sorrindo e de bom humor, porém, isso não me livrou de ser taxada como incapaz para assumir um cargo de maior responsabilidade e também eu era vista como “boba-alegre” e não era valorizada.

Com o passar do tempo, fui ficando triste, desmotivada e decidi não sorrir tanto, me resguardar mais, falar mais “nãos” para os outros e por incrível que pareça, meu chefe me chamou para uma conversa e me elogiou. “Oi? É isso mesmo?” Ele disse que eu estava amadurecida, diferente, mas um diferente para melhor. Ele jamais percebeu o que havia ocorrido e eu notei que não adiantava tentar explicar, pois eu já havia tentado fazer isso antes, sem sucesso algum. Então sorri, agradeci o elogio e lamentei pela percepção equivocada dele a meu respeito.



Tenho certeza de que muitos vão se identificar com essas experiências. E sabe o que eu posso dizer de tudo isso?

Não deixe que as pessoas o matem aos poucos, não permita que destruam seus sonhos, não mantenha o sentimento de inferioridade por causa da forma como lhe tratam.

Respire fundo, sorria e mesmo que ainda o enxerguem desta maneira tola, finja que não percebeu nada e siga em frente, espalhando alegria por onde passa.


Direitos autorais da imagem de capa: Roberto Nickson on Unsplash






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