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Tacho com óleo frio cai em cima de bebê e mãe faz alerta: “Situação serviu de lição para nos policiarmos mais”

Karina relata que tudo aconteceu muito rápido e diz a situação serviu para a família estar atenta a tudo que possa representar perigo para as crianças. “A maternidade é cheia de desafios, a gente erra tentando acertar”, disse a mãe.



Vinte e cinco segundos! Esse é o tempo de um vídeo, que circula nas redes sociais, mostrando um tacho caindo em cima de um bebê, de um ano, que estava com um andador.

O recipiente circular de metal estava com óleo, porém, o líquido estava frio. Foi um susto para a mãe do menino, Karina Lopes, 28, que viu a situação como um alerta importante para ela e outros pais: “A maternidade é cheia de desafios, a gente erra tentando acertar”, disse Karina.


O episódio aconteceu no dia 29 de maio, um sábado. Um dia antes, a família, de Foz do Iguaçu (PR), tinha feito pastel e o espaço, onde ficava o tacho, estava desorganizado. Então, Karina e o marido Ivanildo Farias Figueiredo decidiram limpar o local no final de semana.

“Lá, tinha um banheiro, que estava servindo como despensa, resolvemos tirar as coisas de lá para usá-lo, por isso estava uma bagunça naquele momento”, relata a mãe. Durante a faxina, Karina deixou os dois filhos, Isadora, 4, Nicolas, 3, pintando em uma mesinha e o caçula, Bernardo, 1, no andador. “Eu o coloquei no andador no início, porque achei que seria mais seguro, por enquanto. Mas o tempo todo nós estávamos presentes”.

O acidente ocorreu em questão de segundos.

A mãe foi deixar uma roupa dentro de casa e logo ouviu o grito do marido. No início, ela achou que Ivanildo tinha caído da escada, mas acabou se deparando com seu esposo segurando seu filho, que estava assustado.


“Foi um susto! A minha preocupação era se ele tinha batido com a cabeça em alguma parte do tacho, porque tínhamos consciência que o óleo estava frio. Por isso, fomos procurar nas câmeras”, lembra Karina. No início, o bebê chorou um pouco com o susto, mas não se machucou.

Segundo a paranaense, seu filho nunca tinha feito algo desse tipo e reforça que o uso do andador não é frequente em sua casa. “Não é algo que deixo a tarde inteira, mas, às vezes, como socorro, colocava ele rapidinho”. A mãe diz que resolveu divulgar o vídeo como um alerta para outros pais.

“Nosso intuito é salvar outras vidas. Se alguma pessoa ver esse vídeo, pode ficar mais atenta às panelas com cabo virado ou baldes em casa, por exemplo”, disse a mãe. Para a família, essa situação serviu para se ligar um alerta sobre tudo aquilo que represente perigo e rever algumas atitudes.

“Não sou a mãe perfeita, mas tento ser todos os dias a melhor mãe que posso ser”, disse a Karina, que compartilha a rotina com os três filhos em seu Instagram kary.lf.


Direitos autorais: Reprodução/Instagram

Uso do andador

O andador representa grandes riscos para as crianças. Segundo o pediatra Thiago Castro, pai do Noah, 5 anos, ao contrário do que as pessoas pensam, esse tipo de produto atrapalha o processo de andar em vez de ajudar, por isso é não é recomendado.

“É natural que toda a criança siga marcos do desenvolvimento. Há tempo para levantar o tronco, para sentar, para engatinhar e para andar. Quando nós inserimos algo externo, que atrapalha todos esses marcos de desenvolvimento, pode gerar prejuízos”, diz o médico.


Além disso, o pediatra acrescenta que com o andador, a criança começa a andar na ponta dos pés, podendo encurtar o tendão calcâneo e ainda tem uma projeção inclinada para frente, mudando completamente a forma natural da criança de andar.

Outro problema é que, geralmente, o andador pode fazer com que o pequeno não engatinhe. “Esse marco do desenvolvimento é de extrema relevância, principalmente para o desenvolvimento motor dos membros superiores — mãos, antebraço e tronco.

O uso do andador também faz com que a criança ganhe uma velocidade que seu corpo não está preparado para acompanhar. Apesar de ser um hábito muitas vezes cultural, o especialista diz que o uso desse mecanismo, mesmo por pouco tempo, não é recomendado, pois a criança pode ganhar uma autonomia que ela não está preparada, e, assim, pode cair e ter acesso a produtos que podem causar intoxicação, a objetos cortantes e até mesmo chegar a uma piscina.

Para evitar acidentes, além de não usar o andador, o pediatra ressalta que os pais precisam ler o ambiente de sua casa para impedir situações que podem ser perigosas.


Assim, verifique se o cabo da panela está virado para dentro do fogão, se as piscinas têm barras de proteção e os vasos estão com a tampa fechada.

Sobre o vídeo, o especialista ressalta que ele não serve para julgar os pais, que são pessoas reais e têm seus desafios, mas sim para levar informação e fazer uma profunda reflexão sobre hábitos e culturas que podem gerar danos à vida das crianças.

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