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Talvez você tenha orado errado a sua vida toda…

Será que existe uma maneira certa de orar? Existe um jeito correto de rezar?



Todos nós – com exceção, claro, aos nascidos em berço ateu –, em algum momento da vida, tivemos pelo menos uma oração cujo objetivo foi alcançado. Todos nós temos uma reza que foi atendida/respondida.  E daqui surge uma dúvida: por quê? Se nós fazemos tantas orações, por que algumas são atendidas e outras não?  Embora algumas pessoas se contentem com a resposta-padrão “porque Deus tem coisa melhor para você”, eu te convido a ir um pouco além, descer um pouco mais afundo, e tentar enxergar isto por outra perspectiva.

Atenção! A intenção aqui não é dizer que você tem que mudar. Não! A religiosidade, a fé, o relacionamento espiritual entre uma pessoa e sua divindade são individuais, intocáveis e extremamente particulares. O texto é apenas um convite para pensar, analisar e, se for o caso, melhorar tudo isto.

young girl at sunset praise the lord

A linha que divide o livre-arbítrio da vontade divina é muito, muito tênue. Se você acredita que a sua vontade própria nunca é a melhor, é quase inútil rezar e pedir por algo, pois, afinal, a sua vontade não é a melhor! Existe uma piada onde a comissária de voo pergunta “o senhor aceita tomar um café?”, e o passageiro questiona “quais são as opções?”, e ela responde “sim ou não”. Eu, pessoalmente, já enfrentei uma situação semelhante; as opções eram carne, peixe e frango, mas eu estava sentado na última poltrona… (Quando chegou a minha vez) só tinha peixe!
Digo isto porque, se você acredita que não importa qual seja a sua escolha, a Vida vai te oferecer apenas a opção que “sobrou”, ou, para termos uma visão mais otimista, a melhor-opção-para-você, logo, por si só, a sua oração já não tem a força necessária para surtir algum efeito. Você já ora descrente, já ora acreditando que está orando só por orar, só pra ter um alívio e conforto mental, emocional, psicológico ou todos eles juntos! A boa notícia é que você deposita toda a sorte, destino, responsabilidade e confiança nas mãos de Deus! Você confia nos planos divinos.


Lembre-se: aquilo que você acredita tem uma força enorme!

Por outro lado, se você acredita que a sua oração tem poder e pode influenciar as atitudes, resultados e acontecimentos da vida, então você pode pensar em aperfeiçoar a reza. Paradoxalmente, esta postura sugere que você não confia tanto assim nos planos divinos, que as suas escolhas são melhores pra você. Eu sei o que eu quero, eu sei o que é melhor pra mim. Particularmente, este autor acha uma forma louvável de pensar. Uma forma onde você se torna o autor da própria história, onde você assume o timão e se aventura mar adentro. Claro, a bússola, o mapa e as estrelas podem te servir como orientação e referência, mas você quer, você faz, você pode e você acontece.


Seja como for, se você quer pôr à prova esta questão de oração, vamos parar tudo por um momento e encontrar, no palácio das memórias, uma oração que foi atendida como se você tivesse ligado para os céus e alguém atendeu.

Lembra como você estava se sentindo. Lembra quão intenso foi. Lembra?

Imagine que eu tenho em mãos um aparelho capaz de medir o querer. O chamemos de “quererômetro”. Imagine que você também tem o seu.

Ainda navegando nesta lembrança (onde sua oração foi atendida), experimente olhar para o seu quererômetro. Qual é o número que aparece no visor? Os números vão de zero a dez! Zero significa “sem vontade alguma”, dez significa “quero demais!”. É muito provável que ele esteja estourando o “dez” e quase batendo no “onze”.

Agora, um segredo: o “onze” é o nível do precisar. Cuidado! Não confunda querer muito (muito, muito) com precisar. Basicamente, você só precisa de três coisas para viver: água, comida e oxigênio. Só! De modo geral, estas são as únicas coisas fundamentais para a vida humana na Terra. Todo o resto você não precisa, você quer. Volte alguns séculos na nossa história, e encontrará os índios vivendo apenas com água, comida e oxigênio.

O pulo-do-gato está quando o seu querer fica lado a lado com o seu precisar. Ele não se torna precisar, ele se aproxima do precisar! Ninguém morre porque não tem um smartphone novinho, ninguém morre porque não foi ao cinema…

Relembremos o sermão: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal” (Tiago 4:3).

Celebrating Life

Talvez o “pedir bem” esteja em ter o dez no quererômetro! Dez, e não sete, não três…

Se eu sacar R$20 e perguntar “você quer?”, você (provavelmente) vai responder “quero”. Mas e o quererômetro, qual número vai indicar? Cinco? Se a condição para receber estes R$20, contudo, for dançar em praça pública por 30 segundos, talvez o seu quererômetro despenque para dois ou um. Mas se em vez de R$20, o prêmio for R$20 milhões, uma dança rápida em praça pública passa a valer muito a pena, e, portanto, o quererômetro dispara novamente. Sete, oito, nove…

Agora, muito cuidado ao confundir os deuses com garçons e garçonetes! Da mesma maneira que você decide de algo vale a pena ou não, se algo merece a sua atenção, sacrifício, dedicação, ou não, seja alguém que valha a pena. Seja alguém que mereça os pedidos de sua oração. Quando você não se faz merecer, você (pensa que) faz as coisas serem injustas! Que a vida é injusta. E não é! Injusto seria se você regrasse e controlasse todas as suas alimentações, se dedicasse aos exercícios físicos todos os dias, e não emagrecesse, e não melhorasse a sua saúde; enquanto que outra pessoa come junk food, se embriaga, fuma, e vive em forma e com a saúde 100%. É injusto você fazer orações para ter aprovação no concurso público, sendo que você não parou um dia sequer para estudar.

Portanto, na hora de orar, certifique-se de que o seu querer está quase estourando em onze, no quererômetro, e também, lembre-se de fazer por onde, de ser alguém que realmente merece o que está sendo pedido.

“Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.”

— Victor Hugo

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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