amor proprio

Você me deixou algumas marcas que vão além de frases clichês, uns meses na bad e um pouco de revolta com a vida. São mais que encher as redes sociais com fotos para estampar o clássico: “tô feliz sem você”. Mais que os retratos que rasguei e joguei fora ou seus poucos pertences que, vira e mexe, encontrava pelos cantos.



De repente, você apareceu, passou e eu fiquei sozinha com o meu amor próprio que há meses dava sinais de ser bem maior que o “amor” que sempre pensei nutrir por você. Amor próprio é um negócio complicado. Vai muito além de umas dezenas de selfies com os meus melhores ângulos. É frescor, vontade de viver, orgulho de olhar para trás e saber que conquistei coisas, cumpri meus objetivos e agora quero muito mais dessa vida.

Desculpa te dizer mas, cá entre nós, te botei um belo par de chifres com o meu amor próprio.

Você não deixou saudades. Todo esse tempo e tudo que “vivemos” só me fez gostar mais de mim, querer mais para mim e enxergar que o que tinha era (muito!) pouco – e não é só no campo emocional, é na vida! Sabe aquelas mentiras, perdidos, grosserias, ameaças, o machismo, o sexo sem vontade, as brigas e todo o sem fim de mimimi e descontentamento? Me deixaram mais forte.


Insisti em te dar o meu melhor, mas quem merece o melhor sou eu. Não em pequenas doses. Quero tudo de bom que houver nessa vida sempre e em porções colossais. Enquanto tudo ao redor desmoronava, me apaixonei por essa moça de sardas, de 1,62 cm, cabelo em transição e uns quilinhos a mais que encaro toda vez que olho no espelho.

Enquanto flertava ou conhecia melhor essa marrentinha aí, comecei a me valorizar mais, me amar mais e manter perto só quem me quer bem verdadeira e honestamente. Cai de amores por esse tal amor, que ressalta minha beleza, competência, loucura, inteligência, cabeça dura, criatividade, ansiedade e vontade de viver, crescer e de mudar o mundo.

Passo longe de ser perfeita, porém, tenho tudo aquilo que é perfeito para mim.

Então o namoro engatou e o amor próprio me presenteou com as melhores peças de autoestima e pés, porque é para frente que se anda. Dividimos muitas doses de cabeça erguida, lemos Leminski, ouvimos Coltrane e aprendi que sou minha melhor companhia. Com ele, dancei, ri, trabalhei mais, bebi, amadureci, sai, perdi a classe, produzi mais, passei mais tempo na rua e multipliquei os amigos. Fui uma mãe e uma filha melhor, fiquei de pileque, superei perdas, encarei a ressaca e cresci.


As marcas que você deixou em mim são um belo rastro de felicidade, cumplicidade, orgulho e parceria com a menina que fui e a mulher que quero ser. Fica a lição de que eu me basto e a certeza que o melhor e maior amor, meu bem, é o próprio. Dele eu não abro mão!

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Por:  Fabi Carmo – Via: Superela (Superela é uma plataforma capaz de fazer as mulheres mais felizes, tudo de especial sobre Amor, Sexo, Vida, Beleza e Estilo! Mais textos incríveis em: Superela.com)


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