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Tenha a si mesmo(a) como seu(sua) melhor amigo(a)!

Tenha a si mesmo como seu melhor amigo

Seja seu(sua) melhor amigo(a), sua mais sincera companhia!



Muitas vezes nós nos deparamos com um sentimento de solidão, em que sentimos que não podemos e não devemos acreditar e confiar em ninguém. Mesmo cercados de milhões de pessoas, nós nos sentimos como uma criança perdida num supermercado, em que cada rosto que passa é de um ser estranho, que pode ser considerado uma pessoa boa ou ruim, por isso preferimos não nos arriscar conversando com alguma delas.

No entanto, assim como a criança no supermercado, temos que ter um momento de convicção em nós mesmos, tomar coragem e arriscar a pedir ajuda.

Pedir ajuda não nos torna seres fracos ou incapacitados, pelo contrário, nos torna responsáveis pela nossa própria existência.


Podemos citar o exemplo de Sartre quando ele profere que “ o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”.

Isso nos faz pensar sobre a importância de analisarmos de fato o que está acontecendo ao nosso redor e tudo que envolva a situação propriamente dita, neste caso de sentir-se só.

Somos sujeitos passivos da sociedade, cobertos por injustiças sociais, atreladas a fatores históricos e culturais, entretanto, não podemos culpabilizar inteiramente nosso meio, justificando nossas ações e nossas formas únicas de sentimentos. Temos que nos reconhecer como sujeitos também ativos, perceber que tudo se trata da dialética existente entre meio e sujeito.

Sentir-se só pode ser devido a “supercompensação” que tivemos com o excesso de atenção e cuidados, ou até mesmo o oposto, sentir-se só devido à falta de atenção e cuidados. Essa ideia pode ser considerável desde o início de nossa psique.


Temos que admitir que somos seres sociáveis e que de forma inata queremos atenção, portanto possuímos carências a serem supridas ao longo da vida.

O que não podemos fazer é culpabilizar nossa história, nosso meio, pela forma como lidamos com a nossa carência emocional e afetiva no agora. Estar sozinho não é sinônimo de solidão. Não podemos depositar nossos ideias e expectativas no outro, ninguém está vivendo para saciar e suprir o que tem em nosso próprio interior, o outro existe para agregar aquilo que nós já temos e estamos constantemente construindo dentro de nós.

Podemos nos perder no mercado às vezes, é normal, e está tudo bem, não precisamos nos culpar por isso, mas temos que ter coragem de procurar o que nos faz falta, de analisarmos a situação por inteiro, e se preciso deixar a vergonha cair por terra e procurar ajuda. Essa ajuda pode ser fundamental para o processo de aprendizagem e reencontro!

Tente não preencher suas lacunas com “qualquer coisa” ou “qualquer pessoa”, saiba confiar em si mesmo e se reconhecer como seu melhor amigo, desta forma você não aceitará “qualquer” em sua trajetória, aceitará apenas o que você realmente deseja  e o que realmente almeja, sempre assumindo e se responsabilizando por seus atos.


E o mais importante, você se descobrirá sendo a sua melhor e mais sincera companhia!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: vadymvdrobot / 123RF Imagens


E quando você quase desistir do amor, alguém virá e fará você acreditar de novo

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