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Ter amor platônico é sofrer de graça!

Amor platônico

Meu primeiro amor foi platônico. Solitário e sofrido como todos são. Aos 17 anos meu coração já latejava nas ruas da dor. Olhava aqueles olhos e ficava hipnotizada. Admirava o sorriso e delirava. Todos os dias ensaiava minha revelação e claro, um final feliz com direito a anel no dedo e quem sabe subir ao altar.



Como assim minha gente? Como pude aos 17 anos achar que entendia alguma coisa de final feliz? É fato: eu pedia para sofrer mesmo. A propósito, todo amor platônico é sofrimento gratuito. Acho que nem pra ensinar ele serve. Por isso, fujam. Roguem a Deus que jamais sejam vítima de um.

Só que eu, a rainha dos amores impossíveis e conflituosos, já comecei minha vida amorosa no platonismo. E demorou viu? Foram dois anos de ilusão e se alimentando disso. Hoje penso: que desperdício de vida!

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Mas tudo bem, nós damos um desconto, afinal, eu tinha um bom motivo para amar aqueles olhos e sorriso encantadores. Ahh, meus 17 ingênuos anos!

Mal sabia de amor. Era pura inocência, mesmo acreditando que aquele sentimento me fazia conhecedora de tudo. Até hoje me pergunto o que teria acontecido se tivesse revelado minhas intenções. Pode ser que ao deixar de ser platônico perdesse o encantamento. Nunca vou saber, mas vocês podem imaginar quantas noites em claro passei imaginando momentos que nunca existiriam.

E sabe o que é pior nisso tudo? A solidão.

Você fica sozinha. Ama sozinha. Sofre sozinha. Ah, e claro, sonha muito sozinha. Isso é vida? Nunca que é. É só ilusão. Tudo é imaginação. O beijo, o cheiro, o toque. Nada faz parte da vida real. É tudo uma suposição.


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Uma amiga dizia todos os dias assim: “hoje você vai lá se declarar. Não volte aqui sem fazer isso”. E eu ia. Determinada a declarar meu amor verdadeiro. Fazer juras e juras e todos esses exageros típicos de quem ainda não sabe amar. Mas não tinha coragem.

Outra coisa típica dos amores platônicos é a falta de coragem. Eu morria de medo de ouvir um não. Engraçado porque hoje prefiro “um não” do que a dúvida. Melhor saber o que se passa mesmo que isso nos custe noites em prantos e sonhos desfeitos.

É como sempre falo: a vida é real. E amor platônico não combina mesmo com isso. Por isso, que Deus nos livre deles. Pois nem como ponte eles cumprem o papel de nos fazer viver o amor como se deve ser — inteiro, real e correspondido.


O que você pensa você sente, o que você sente você vibra, o que você vibra você atrai!

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