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Terapia genética 100% brasileira faz câncer de paciente em estágio terminal entrar em remissão

O câncer é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, na grande maioria das vezes, elas têm um final muito triste.


Mas, para um senhor brasileiro, de 63 anos, a história foi diferente. Graças a uma terapia genética conduzida por médicos brasileiros, ele se viu completamente curado da doença e agora pode aproveitar a vida com saúde.

Vamberto é um servidor público aposentado que ganhou uma nova chance de viver. Diagnosticado com linfoma, o aposentado estava em estado terminal e tinha previsão de apenas mais um ano de vida. No entanto, depois de ser submetido a um tratamento especial 100% brasileiro, agora ele está “virtualmente” livre do câncer. Não foi confirmada a cura da doença porque os especialistas só podem dar um diagnóstico final após cinco anos de acompanhamento. Os exames indicam que o câncer de Vamberto entrou em “remissão”, termo que indica que não há sinais de atividade da doença, mas que ainda não pode ser considerada uma cura.

Inovação na utilização da técnica CART-Cell 

Os pesquisadores da USP, que receberam apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), foram capazes de desenvolver uma nova maneira de utilizar a técnica CART-Cell, criada nos EUA. Outros países também já estão usando o tratamento, como Japão, China e alguns países europeus.


O que o tratamento faz é habilitar as células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer as células do tumor, dessa maneira, as células do nosso corpo atacam as do tumor contínua e especificamente. O tratamento é tão poderoso que, na maioria das vezes, uma única dose é suficiente.

“As células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor (…). E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um tratamento que nos EUA custa mais de US$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser, no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS”, diz Renato Luiz Cunha, um dos responsáveis pelo estudo e premiado pela Associação Americana de Hematologia (ASH), nos EUA, pelo desenvolvimento da terapia genética.

O tratamento em Vamberto

Vamberto, que antes tomava morfina diariamente para aliviar as dores causadas pela doença, quatro dias após o tratamento, já não precisava mais da medicação porque não sentia mais dores, e uma semana depois, voltou a andar e viu seu câncer entrando em processo de remissão.


Ele já havia tentado quimioterapia e radioterapia, mas seu organismo não estava aceitando nenhum desses tratamentos, então, no dia 9 de setembro, no deu entrada no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto (SP), sentindo muita dor, não conseguindo andar e perdendo muito peso. O tumor tinha se espalhado para os ossos e a única alternativa dos médicos foi incluir Vamberto em um “protocolo de pesquisa” e testar a terapia, que felizmente reverteu o caso.

Dimas Tadeu Covas, hematologista e coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp) e do Instituto Nacional de Células-Tronco e Terapia Celular, apoiado pelo CNPq e pelo Ministério da Saúde, que acompanhou o tratamento do aposentado, disse que a primeira fase do tratamento foi “milagrosa”. “Não tem mais manifestações da doença, ele era cheio de nódulos linfáticos pelo corpo. Sumiram todos. Ele tinha uma dor intratável, dependia de morfina todo dia. É uma história com final muito feliz”, disse.

Que ótima notícia, que traz alegria e esperança a todos os que lutam contra o câncer diariamente.

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*Com informações de G1.

 

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos. Direitos autorais da imagem de capa: divulgação/HCFMRP.





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