Família

Tio doa parte do fígado para sobrinho e cirurgia salva a vida de ambos. Hoje compartilham mais do que cicatrizes!

A decisão de doar parte de seu fígado ajudou não só a salvar a vida de seu sobrinho de um ano, mas também a perceber o valor da própria vida.



A doação de órgãos é capaz de salvar a vida de muitas pessoas e, ao contrário do que muitos pensam, existe a doação de órgãos ainda em vida. Sim, não é necessário esperar que o indivíduo morra para ajudar o próximo; em algumas ocasiões, com algumas doenças específicas, é possível salvar a vida de alguém e estar presente para ver isso.

Um rim, parte do fígado, do pulmão e medula óssea podem ser doados em vida. O indivíduo precisa ter mais de 18 anos, estar bem de saúde de forma que a doação não comprometa sua qualidade de vida, passar por avaliação médica que confirme a possibilidade de doação, ser parente de até quarto grau ou cônjuge de quem vai receber.

No caso da medula óssea, o doador precisa ser cadastrado no banco de doações e ser compatível com o receptor.


Em 2019, Matt e Andrea Campbell receberam a notícia de que o filho Brooks, de apenas 1 ano, tinha insuficiência hepática aguda. Os médicos logo informaram que o bebê precisaria de doação de parte do fígado, e tanto o pai quanto a mãe logo começariam os testes para saber se eram compatíveis.

Andrea estava grávida, portanto descartada como doadora, e Matt descobriu que tinha uma doença de coagulação, que também o desclassificou como doador. O casal entrou em desespero, mas o irmão mais novo de Andrea, Grant, ofereceu-se para ser o doador que seu sobrinho precisava. Ninguém imaginava que essa atitude não salvaria apenas a vida da criança, mas também do tio.

Direitos autorais: reprodução/Cleveland Clinic.

Na época, o médico Koji Hashimoto, diretor de transplante de doadores vivos da Cleveland Clinic, explicou à família que eles não poderiam perder tempo, que tinham apenas alguns dias antes de iniciar o tratamento. Em entrevista ao Today, Grant relata que a decisão de se tornar doador vivo veio em um momento de muita turbulência em sua vida.


Ele havia terminado um relacionamento e falido o negócio de sua vida, essas grandes mudanças ainda o fizeram se mudar para outro estado. Tudo isso levou Grant a desenvolver uma grave depressão, sentindo-se inútil como homem e sozinho, sem amor e sem falar com ninguém sobre o assunto.

Foi se isolando aos poucos e, quando se deu conta, havia começado a ter pensamentos suicidas, cogitando encerrar a própria vida.

Direitos autorais: reprodução/Cleveland Clinic.

Grant revela que se sente muito grato por não ter feito isso, porque 10 meses depois ele estava lá para ajudar o pequeno Brooks. Se ele não estivesse lá, provavelmente o sobrinho teria perdido a vida. O tio passou por uma cirurgia de seis horas, em novembro de 2019, enquanto a do pequeno durou 13 horas, ambas bem-sucedidas.


Salvar a vida de Brooks também ajudou a salvar a vida de Grant. Tio e sobrinho, que têm um vínculo único, têm contato e convivem mais proximamente desde então. Com a pandemia, as visitas e encontros passaram a ser on-line, mas ocasionalmente se encontram.

Andrea e Matt ainda sentem que não expressaram toda a gratidão possível ao herói da família, sendo que sempre dizem que nunca vão poder presenteá-lo com algo similar ao que ele deu ao filho deles.

Direitos autorais: reprodução/Cleveland Clinic.

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