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Toda cura é autocura: um poder que vem de dentro!

Nenhuma medicina, pessoa, remédio, medicamento, tratamento ou terapia têm o poder de curá-lo. Toda cura é uma auto cura. Um poder que vem de dentro!

Ao alcançar a Iluminação, Siddhartha Gautama, o Buda Shakyamuni, deixou como legado o entendimento de que a principal jornada de cada homem e mulher que deseja transcender o sofrimento é para dentro de si mesmo.



A causa de todo problema está no interior do coração e da mente do homem, e somente dentro desses um problema pode ser vencido. Uma realidade doentia é reflexo de uma mente doentia.

Como a árvore do fruto proibido, cada ser humano tem o potencial de criar a antídoto e o veneno. A saúde e doença são faces da mesma moeda. A mesma potência que cria a moléstia, cria a regeneração.

A ciência estuda o tema da autocura compreendida como mecanismos próprios do organismo que o compele a retomar o padrão saudável. Esse não é um assunto novo, uma vez que Hipócrates, pai da medicina, sustentava o mesmo entendimento.

O efeito placebo é um exemplo do poder de autocura e autorregulação do corpo. Em um experimento, um grupo de pessoas recebeu o medicamento com o princípio ativo e outro grupo recebeu uma pílula de açúcar e farinha. O resultado final mostrou que o grupo que recebeu a pílula inerte teve benefícios terapêuticos significativos comparado ao grupo que recebeu o medicamento, provando o poder da sugestão. Para a mente, não faz diferença se uma situação é real ou falsa, desde que ela acredite ser verdadeira.


Pesquisas mostraram que pessoas que recebem o diagnóstico de câncer de forma mais positiva tendem a ter melhores resultados no tratamento, se comparados aos mais pessimistas.

Através desses experimentos a ciência prova que é preciso olhar para além da doença. Na medicina complementar ou integrativa, a doença é o resultado do desequilíbrio entre o indivíduo e o meio em que vive, não apenas em sentido material, mas, emocional, mental e espiritual. Para a medicina alopata, a doença ainda é vista como a causa do desequilíbrio.

O paciente precisa ser incluído no processo de cura. Precisa abandonar a posição passiva de quem “só espera” para se tornar responsável por sua saúde e bem-estar.

É preciso mudar a perspectiva dos profissionais da saúde para não se ver mais exclusivos responsáveis pela cura, mas, como facilitadores e apoiadores dela. A panaceia ou pílula milagrosa nunca foi um fármaco e não é um floral, uma terapêutica. É você e eu tomando consciência de que cada um exerce papel fundamental para a saúde.


Autoajuda não é a mágica do pensamento positivo, mas, a capacidade de apoiar a si mesmo para superar as próprias limitações e, para tanto, é preciso ver-se responsável pelas próprias.

Quantas vezes nos anulamos e ignoramos a nós mesmos? Quantas vezes transferimos nossas esperanças a uma pessoa ou objeto quando somente nós podemos decidir o que é bom ou ruim, certo ou errado, para nós mesmos?

Não espere dos médicos, dos remédios, dos terapeutas, dos tratamentos e das técnicas a “pílula mágica”. Cada um desempenha um papel fundamental como agentes facilitadores da cura – mas, não são a cura.

Nós carregamos a fonte que produz o antídoto e o veneno. Precisamos nos responsabilizar pelo nosso  próprio desenvolvimento e bem-estar.

Olhe para o corpo. Olhe para a mente. Investigue seus pensamentos e emoções.

Você está sendo uma contribuição ou um veneno para si mesmo?

Lembre-se: você é a capacidade de transcender qualquer sofrimento. Participe da sua cura: mude seus pensamentos! Quando a gente muda, o mundo inteiro muda com a gente!

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Direitos autorais da imagem de capa: alexis84 / 123RF Imagens

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