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”cada um sabe a dor e delícia de ser o que é…”

Nós queremos mudar, mas não queremos perder.  Sem tempo para a perda, não temos tempo para a alma. – James Hillman



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Toda forma de existir carrega consigo ônus e bônus.

Como diz Caetano Veloso em uma de suas canções: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”…


Porém, funcionamos em busca de um equilíbrio.

Quando pendemos demais para um lado, nossa psique dá sinais de que precisamos olhar para as outras necessidades.

Daí aquela história de que ninguém é 100% “bonzinho”. E não é mesmo.

Esforçamo-nos para esconder um lado não muito agradável da nossa personalidade, principalmente através do que falamos, das opiniões que emitimos, dos julgamentos e etc.


Mas nada é mais verdadeiro e forte do que o que nós SOMOS.

Não somos o que queremos ser, somos o que somos, o que sentimos, fazemos e pensamos.

Se ignora demais alguma parte de si, ignora a si mesmo. E ignorar é tão útil quanto fechar os olhos diante de uma fera.

Se estiver atento às suas feras, poderá domá-las, ou até mesmo descobrir beleza nesse território “proibido”.


Resistimos à mudança porque não queremos perder. Perder amizades, perder status, perder o prazer dos vícios, perder a boa reputação, perder o conforto de ser amado, perder a admiração do outro…

São muitas as perdas das quais fugimos. Mas as perdas são inevitáveis na vida, e são apenas pequenas decisões. São desconhecidos que, justamente por não sabermos o que trazem, fantasiamos que são inimigos.

No entanto, precisam ser encarados para não nos dominarem. Entendidos para não aparecerem em nossas vidas totalmente ao avesso.

A verdadeira mudança é parar de ter medo de perder agora, porque perder depois será inevitável e poderá ser desastroso.


Nas palavras de Hillman, algumas doenças, como a depressão, são as “outras partes” deixadas de fora da sala principal que chegam pela porta dos fundos.

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