Tolerância é uma extensão do amor…

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Você pratica a tolerância? Se sim, o que é a tolerância para você?



É, por exemplo, estar em um grupo de amigos e, de repente, chega aquela pessoa com a qual você não se dá muito bem, “não se bica”, como dizia minha querida avó. Conversa vai, conversa vem, a pessoa vai chegando perto de você, dá um sorriso, e você pensa: – Sai prá lá, nem vem! – Mas daí você se lembra da necessidade de ser tolerante, você quer melhorar como pessoa, está na caminhada, perseverando no pensamento positivo, então você dá um suspiro, cruza os braços diante do corpo e dá um sorrisinho forçado, chega até mesmo a balbuciar algumas palavras, mas não tem jeito, aquela criatura “não desce”.

Mesmo assim você continua a soltar sorrisos para ela, numa forma conveniente de ser educada. Ok, essa atitude pode ser tudo: educação, gentileza social, uma certa dose de paciência, menos tolerância. Sabe por quê?

Porque tolerância é uma extensão do amor. Pois é, e quando a gente ama de modo incondicional e fraternal não há espaço para a antipatia, não existe julgamento antecipado.

Tolerar é bem diferente de ser educado, percebe? Tolerar, no mais amplo sentido da palavra, é aceitar, bem diferente de suportar. Tolerar é não impor obstáculos, é olhar para o outro com os olhos do coração, é se colocar no lugar dele e sentir suas diferenças, e apesar dessa dessemelhança entender que todos têm o seu espaço, o seu mundo e que ele deve sim ser respeitado.


Muitos de nós são tão intolerantes que não são capazes de tolerar nem a si mesmos. Não conseguem se ver de verdade, olhar além do espelho, aceitar a si mesmo, amar-se; quiçá tolerar o vizinho, o colega de trabalho, o estranho da rua.

Quando aprendemos a nos amar e, por conseguinte, nos aceitar é muito mais fácil entender a multiplicidade do outro. A vida fica mais leve, mais bonita, mais suave.

A alma se livra de alguns fardos pesados e, então, começamos a compreender que nos acostumamos a complicar a convivência, simplesmente porque não sabemos amar fraternalmente.

Afinal, nessa vida somos todos contrastes, grãos de areia multicoloridos, e cada um de nós faz o mundo.


Podemos ser areia fina e brilhante ou voltarmos a ser pedra. E já disse com a máxima sapiência Jesus: – Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou. – Alguém se habilita?

E eu concluo essa mensagem com a seguinte reflexão de Rhenan Carvalho:

”Não permitir que ninguém roube sua brisa, sua serenidade, consiste em tolerar. Quando você não é tolerante as coisas se levantam da terra como poeira que arde os olhos. Quando você é tolerante as coisas começam a cair do céu, como a chuva que bate e leva toda poeira.”

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Direitos autorais da imagem de capa: asphoto777 / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 19/12/2017 às 5:32






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