Comportamento

“Tommy não se usa com Lacoste”: o empresário que dita o estilo de funkeiros

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Antes empacotador de supermercado, o agora empresário é um dos mais conhecidos nomes da moda de rua.

O funk ocupa um espaço cada vez maior no cenário cultural do país. Embora muitas pessoas afirmem com todas as letras não gostar das músicas e suas influências na sociedade, a realidade é que o funk é um dos ritmos mais ouvidos pelos jovens, seja em casa ou nos eventos sociais.

Muitas das letras dos músicos desse estilo são focadas na evolução de sua vida, especialmente a financeira, e como eles saíram das comunidades para uma vida de luxo e ostentação.

Portanto, há todo um trabalho visual para apoiar as afirmações das letras e fazer com que os fãs também sintam que podem ter as mesmas oportunidades dos seus ídolos.

O vestuário que marca esse estilo é uma parte muito importante da composição artística, e é aí que entra Bruno Vinicius Monteiro, um paulistano de 26 anos dono de uma das marcas mais conhecidas do país quando se trata de moda de rua.

A sua loja Tatuapé Conceito, que fica na zona leste de São Paulo e hoje atende clientes como Deolane Bezerra e diversos rappers, pagodeiros e funkeiros, é um sucesso total, com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e um número muito alto de vendas, o que faz dele um dos maiores nomes do segmento.

No entanto, quem apenas vê o jovem ostentando luxo não imagina o quanto ele precisou lutar para chegar a esse patamar. Bruno tem origem pobre, como a maioria dos funkeiros. Uma matéria do portal Terra contou que ele nasceu nas comunidades de São Paulo, o que naturalmente significa que ele poderia ter escolhido caminhos nada plausíveis, como muitos jovens que vivem a mesma realidade.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram / @tatuapeconceito

No entanto, o caminho que ele escolheu foi o do trabalho e da dedicação. Bruno começou trabalhando como empacotador de supermercado, mas deixou o seu dom de empreendedorismo falar mais alto.

Aos 17 anos, com um dinheiro juntado a duras penas pela sua mãe, ele comprou algumas roupas para revender a amigos. O dinheiro do lucro era usado para comprar mais roupas, o que o ajudou por um tempo, mas logo começaram as dificuldades.

Como sua família não tinha condições financeiras para ajudar, Bruno teve de lutar sozinho para manter o sonho vivo, e nessa fase relata ter sofrido muita humilhação de pessoas e marcas que não acreditam em seu sucesso.

No entanto, ele colocou na cabeça que não desistiria, e sua persistência lhe rendeu resultados impressionantes. Em 2012, ele abriu sua primeira loja oficial e, em 2017, a Tatuapé Conceito fechou uma parceria incrível com a marca Hugo Boss, que até o levou para conhecer os EUA.

A dedicação do jovem em manter o seu negócio aberto e se tornar uma referência para artistas e admiradores da moda de rua é um exemplo claro de que a sua condição de nascimento não o limitou, mas lhe serviu como impulso para conquistar o mundo.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram / @tatuapeconceito

Hoje, com muitos anos de negócio, Bruno, conforme entrevista à TAB UOL, sabe muito bem que “Tommy não se usa com Lacoste” e que “Adidas não se usa com Nike”.

Com o seu estilo de trabalho e comprometimento com o próprio sucesso, Bruno vem ditando o estilo de muitos funkeiros e se consagrando como grande empreendedor em uma área da sociedade que tende a crescer muito nos próximos anos.

O empresário começou a gerenciar a carreira de alguns funkeiros e pensa em aumentar o número de suas lojas pelo país por meio de franquias.

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