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Trabalhando como gari para pagar curso de Biomedicina, jovem rebateu preconceito: “Tenho orgulho”

Direitos autorais: reprodução Instagram/@cleversonazevedo1.
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O jovem deu uma resposta genial a quem acredita que gari não pode ser médico. Confira!

Um dos muitos preconceitos existentes em nossa sociedade está relacionado às profissões. As pessoas que não trabalham em áreas consideradas “bem-sucedidas” costumam ser bastante subestimadas, como se não tivessem capacidade de crescer na vida.

Esse preconceito se manifesta de diversas maneiras: olhares de julgamento, falas maldosas e exclusão social. Quando essas pessoas conquistam algo significativo, não falta gente para dizer que elas não serão bem-sucedidas.

Esse tipo de discriminação pode ser bastante prejudicial. No entanto, existem algumas pessoas que não permitem que a negatividade alheia prejudique a sua caminhada e mostram que onde estão na vida não as define e que podem ter sucesso onde quer que desejarem.

Esse é o caso Cleverson Carlos de Azevedo Silva, um rapaz de 22 anos, que trabalha como gari e cursa Biomedicina. No ano passado, ele recebeu uma mensagem muito preconceituosa no seu perfil no Instagram, escrita por uma pessoa que considerava um amigo.

A pessoa perguntou: “Faz biomedicina e é gari?” Muito chateado com a publicação, ele resolveu divulgá-la e responder. Cleverson escreveu: “Nunca ouvi falar que médico já nasceu médico, tem que começar de baixo, um degrau de cada vez.” A resposta do jovem acabou circulando pelas redes, fazendo com que ele fosse bastante admirado.

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Direitos autorais: reprodução Instagram.

Em uma entrevista ao BHAZ, o estudante, que usa o salário para pagar os estudos e ajudar em casa, disse que as pessoas deveriam pensar um pouco antes de falar, porque as palavras têm peso. Ele ainda contou que se sentiu bastante ofendido, mas que tem orgulho de ser gari.

Nas redes sociais, o jovem continua divulgando imagens dele com o uniforme, bastante feliz consigo mesmo. Em uma delas, Cleverson escreveu que “gari pode tudo o que ele quiser”, e sempre é tratado com muito carinho e respeito pelas pessoas que enxergam sua dignidade e admiram sua resiliência.

Respeitar todas as pessoas, independentemente da sua classe social ou qualquer outro fator é um valor que vem de berço e que precisa ser incentivado todos os dias.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@cleversonazevedo1.

Infelizmente, esse tipo de preconceito ainda é bastante presente em nosso dia a dia, mas cabe a todos nós combatê-lo. Cleverson merece muitos parabéns por sua força de vontade e por não enxergar a si mesmo como inferior a ninguém e inspirar outras pessoas como ele.