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Trazer à consciência seu verdadeiro eu…

TRAZER

Não deveria ser comum fingir que aquilo que incomoda, questiona, inquieta o coração simplesmente não existe. Fingir que algo- ou alguém- que te perturba não existe, trancar-se em si e sentar em cima de um baú cheio de informações ricas sobre você, não o fará mais conhecedor de seu verdadeiro eu; nem mais maduro, mais resolvido ou pronto para a vida.



Aceitar o olho no olho com aquilo que deve ser vasculhado, examinado, revisto, pode te fazer ainda mais forte, mais inteiro; pois é analisando suas vestes, capas, máscaras e roteiros, falas e encenações em diversas situações, que você consegue despir-se daquilo que já não te serve mais, e consegue enxergar quem é você de fato, independente do cenário, do contexto, das exigências externas ou das pessoas com as quais convive.

Olhar-se assim, faz com que você seja sincero com você, não porque alguém te pede, porque você deve, ou porque é regra… Você passa a ter valor, e por isso a sinceridade com você mesmo é aprendizado para ser sincero e empático com qualquer outra pessoa, de modo fluido e natural.

Deixar de ser resoluto, vilão, vítima ou simplesmente um mero espectador de sua própria vida pode te ajudar e abrir seus olhos a um universo de possibilidades sobre você mesmo. Olhar sua essência em verdade, permite com que você tenha clareza do que lhe foi útil dissimular- aceitando que dissimulou, que se protegeu, que assim resolveu. Mas que agora, pode encarar de frente e de outra forma questões com as quais não sabia lidar. Sem a representação de nenhum papel, você pode perceber-se com valores, com princípios, com padrões de repetição, aceitação e negligência; pode rever suas atitudes; enquanto que passar o resto da vida apenas cumprindo obrigações, pode te afastar da sua verdadeira missão.


Quem vai querer aprender algo que já sabe? Ninguém. Então abra-se à autodescoberta como quem conhece e explora algo novo e especial, olhe para si mesmo com a visão de quem sabe bem pouco sobre essa verdade, que é sua própria essência.

Há muita coisa sobre você que anda sendo escondida, sublimada, esquecida, distorcida… empobrecida.

Olhemos de frente nossas imperfeições para que possamos trabalhar nosso autodesenvolvimento.

Olhemos com amor e acolhida nossas fraquezas, medos e fugas- na maioria das vezes inconscientes.


Olhemos demoradamente para nossa alma, e só assim saberemos quem somos verdadeiramente- o que queremos, o que sonhamos, e para onde devemos continuar caminhando.

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