Treine sua mente para ver o bem, conecte-se com esta energia!

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O ritual que fará a graça do altar acompanhá-lo por onde for: Treine sua mente para ver o bem, conecte-se com esta energia! E se alguém ou algo desconectar, reconecte. É difícil? TREINE!

Outro dia eu disse “eu não vejo você fazer” para alguém, e a pessoa entendeu que eu não a vejo fazer, logo, ela não faz, e, portanto, era mentira minha, um insulto. Em resposta ao “insulto”, ela me respondeu com rispidez. Eu só havia comentado que não a vejo fazer, jamais disse que ela não faz, mas ela se ofendeu.



Há certos assuntos que é melhor evitar conversar via texto, por conta da perigosa variante interpretação. Às vezes, um “está bom” é capaz de arruinar tudo e gerar brigas e discussões desnecessárias. As pessoas tendem a interpretar mensagens ambíguas negativamente (fato confirmado em pesquisas).

E aí surge algo interessante: a primeira cena dos primeiros homens, no primeiro livro da Bíblia, Gênesis, traz uma interação entre o Criador, o homem e a serpente. Já aqui existe uma interpretação que molda toda a fé e sistema de crenças das pessoas: por algum motivo, interpretou-se, e foi assim propagado, que “serpente” é sinônimo de “inimigo”; onde, mais tarde, vieram encarná-la no Diabo. E, reforço a informação de que o texto diz clara e literalmente “serpente”, não “inimigo”.

Antes de prosseguir com o raciocínio, é importante salientar que muito antes de ter sido escrita por Moisés, a Bíblia já existia entre o povo hebreu, mas era passada de forma oral. É importante saber isso porque a versão escrita é apenas uma parte da história, a oral e a escrita se completam. Mantenhamos em mente que, numa época onde não existia computadores e impressoras, apenas as informações mais importantes eram inseridas nos pergaminhos.


Uma vez diante do texto original, acompanhado de outros estudos, a gente se depara diante de uma interpretação diferente. Eu não diria nova, pois, além de ela já existir entre os hebreus, diversas outras lideranças espirituais, espalhadas em todo o mundo – e vale a pena reforçar que, naquela época, os povos não interagiam uns com os outros – falavam a mesma coisa: o inimigo está dentro. Hoje em dia, coaches e psicólogos falam isto o tempo todo.

Em poucas palavras “coaching” quer dizer “treinador”. Entender isto nos leva para o próximo passo.

Quando chega época de jogos olímpicos, há sempre aqueles nomes pelos quais todos torcem, não por suas nacionalidades, mas por suas performances. Usain Bolt, Michael Phelps, para citar alguns deles.


E não é só que eles sejam talentosos, eles treinam muito, muito, muito. E este é o “ritual”: treinar.

Sabe, uma pergunta que eu sempre gosto de fazer às pessoas que costumam ir à igreja é: o que você vai fazer lá? Geralmente, elas travam, hesitam, pensam e respondem (o óbvio) “vou adorar a Deus”. “Você não pode adorá-lo daqui?”, pergunto. “Posso, mas é importante ir à igreja”, geralmente é a resposta final. Quando pergunto o motivo, elas não sabem responder.

E tudo bem porque, eu sei: algumas pessoas estão vivendo tudo no automático, inclusive a fé. Então, elas simplesmente vão à igreja, faz parte da rotina, é um “tenho que”… Mas, se a pessoa não sabe o que ela vai fazer na igreja – e não é adorar, porque ela pode adorar em qualquer lugar, a qualquer momento –, ela não sabe o que ela está fazendo aqui, na Terra. E se aquela é a fé dela, a resposta está no livro de Gênesis.

Nesta interpretação, o Jardim do Éden é sobre decidir encarnar ou não encarnar. O famoso “no dia em que comer, morrerás” não é uma ameaça, é uma informação sobre a consequência de comer do fruto. E, depois, são as informações sobre como será a vida encarnada, que diferentemente da vida-de-luz do Paraíso, tem dor, morte, trabalho, etc. Não são castigos, são consequências!

Nós estamos habituados a procurar o inimigo no lado de fora, e por isso vivemos ansiosos, cansados e infelizes, porque batalhamos contra o inimigo errado!

Não é o outro que me causou dor, eu é que tenho questões não resolvidas em mim e que foram revividas por aquilo que o outro falou ou fez. Tal como a culpa não é da serpente, mas da Eva, que decidiu comer do fruto.

Nós estamos habituados a procurar alterações no passado, numa falsa esperança de que as coisas poderiam ter sido diferentes. Já percebeu isto? É duro ouvir isto, mas as coisas aconteceram, boas ou ruins, não tem como mudar.

Para pra se analisar por um minuto ou dois, procure identificar quais tipos de pensamentos passam por sua mente ao longo do dia. Veja se não são, em maioria, lembranças, coisas do passado, coisas que alguém falou, cenas que você vive e revive várias e várias vezes. Já, ao mesmo tempo, meio que fantasiando como estas coisas poderiam ter sido bem melhores, diferentes, solucionadas.

O que nós buscamos no altar – falo “altar” de modo figurativo, espero que entenda – é plenitude. É isto que tinha no Jardim do Éden, e é isto que buscamos recuperar. Independe de qual religião você tem. Plenitude, nirvana, paraíso… A ida à igreja deve ser um lembrete da mentalidade que devemos ter ao longo dos outros seis dias, e não uma pausa na vida turbulenta.

A palavra “treinar” é perfeita porque é exatamente isto que precisamos fazer: treinar. Treinar a mente para retornar ao presente. De frente para o futuro, mas no presente.

Olhe para o lado e veja quantas coisas boas você tem na sua vida, aqui, já: pelo menos um dos cinco sentidos, roupas, celular, internet, casa para onde voltar, chuveiro quente, cama para dormir, comida, água encanada, eletricidade, amor (se você tem bicho de estimação, 100% de certeza de que você tem amor), amizade, família (de sangue ou não), café, emprego, e se não tem emprego, tem tempo livre. São quase 20 bênçãos, mas, por algum motivo, nossa mente nos conduz para aquilo que não temos, gerando ingratidão, insatisfação, tristeza, negatividade em geral. E diante do altar você não tem isso, porque diante do altar você agradece, você foca no bem, você se permite isso, e seus sentimentos são de paz, de certeza, ou, minimamente, esperança.

Treine sua mente para ver o bem, conecte-se com esta energia! E se alguém ou algo desconectar, reconecte. É difícil? TREINE!

(Só para deixar claro: não, não quero que você pare de ir para a igreja, quero que você seja a igreja. Não quero que você pare de buscar plenitude, quero que você seja a plenitude.)

Gostaria de terminar esta ideia com uma historinha:

Um monge e um aprendiz, sob voto de silêncio, embarcaram numa jornada espiritual em meio à natureza. No caminho, uma voz feminina gritou por socorro de dentro de um lago. Sem titubear, o monge entrou na água e salvou a mulher, trazendo-a no colo até o solo seco. Ele a saudou silenciosamente e continuou caminhando com seu aluno. Tempos depois, o novato rompeu o silêncio e questionou ao mestre como ele conseguia resistir à tentação daquela mulher. “Ela era linda de morrer!”. O mestre parou, respirou fundo e disse: “Eu a carreguei no colo por alguns segundos, você a está carregando na mente há horas”.

Quantos segundos você gastou na sua última prova? Quanto tempo você a está segurando na mente? Deixe ir! Mude o foco! Esqueça o que deu errado, pense nos sonhos que lhe trarão alegrias, e não nos seus medos e mágoas.

Troque o que passa por sua mente e vibre positividade. Só positividade atrai positividade. “Positive” a vida!

Compartilho o ensinamento do monge, na esperança de que, ao se lembrar dele, você se lembre também do seu treinamento contra o negativo, e continue avançando, continue crescendo, continue vencendo.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: iofoto / 123RF Imagens

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