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Um alguém olhando por ti…

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Um alguém olhando por ti Pensando sobre a eternidade… Acredite nela, é ela quem guarda aqueles que não estão mais aqui. – Lukas Bady



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Quem de nós aqui poderá dizer, que nunca sofreu por ter perdido alguém que já não encontra-se entre nós?

Sei que é muito difícil perder um ente querido…


Certa vez perdi meu pai. O chão então, naquele momento abriu-se por inteiro.

Sei que para muitos, neste exato momento, a dor está certamente dilacerando corações, pois compreender a morte, não é uma tarefa fácil.

Existem os que não creem em uma continuação, mas para mim e para muitos, a vida continua.
Mas o que dizer dos que sempre foram ateus? Dos que somente na hora de suas aflições, “recordam-se” de que o cara lá de cima existe?


É difícil para todos.

Encarar o falecimento de alguém muito próximo a nós, é sempre muito, muito difícil.

Neste momento, existem milhares de pessoas que estão agonizando em filas de hospitais, onde a constituição brasileira diz, que todos devem gozar do direito a saúde, ao atendimento humanitário, mas que nem sempre isso pode de fato ser constatado e consumado, e isto afeta a camada menos favorecida da população dos países de terceiro mundo, que são por via dos fatos, muitos.

Reivindicar pelos direitos das pessoas de camadas mais baixas, é o que assistentes sociais (os mais apaixonados pela profissão), bem como pessoas mais conscientes, ou até revoltadas, muitas vezes têm feito, e elas utilizam-se da mídia, muitas vezes para realizar tal intento, o que, por muitas vezes, será acometido pela visita do fracasso.


Sim, do fracasso, porque por muitas vezes, a voz da população, não é devidamente ouvida.

Falta verba, e falta também boa vontade, digo isso mencionando o fator da “quebra do governo”, e dos tantos que são responsáveis pelo atendimento à população, que estamos hoje vivenciando e que não fazem bom uso do “poder” que lhes é
conferido…

E você, já parou para pensar em quantas vezes foi mal atendido pelo serviço público?


Eu já fui, algumas vezes, e o que se constata muitas vezes, é que estes tais atendentes estão assegurados em lei.

Funcionará a lei do é “proibido reclamar”, do é “proibido ofender ao servidor público”, e com isso nos oprimimos, por funcionar uma lei que nem sempre favorecerá, a quem realmente encontra-se munido de razão e de bom senso.

É fato que existem os que abusam, os que tratam mal os requeridos, mas enfim, creio que a intenção ao criar esta lei, foi uma tentativa do boicote ao erro, mas também acredito, que de boas intenções o inferno está lotado.

Isto não é apenas uma crítica ao estado falido, que encontra-se movimentando as suas falanges, a todas as custas, mas é uma tentativa de tentar expressar a minha também indignação aos erros em cima de erros cometidos, na tentativa de muitas vezes,


acertar.

Muitos não são “super-homens”, ou “supermulheres”, como nos desenhos animados. São apenas seres humanos, tentando desenfreadamente fazer alguma coisa para remediar o irremediável.

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Irremediável porque ainda não inventaram o pó de “pirlimpimpim”, para que


resolvamos todas as questões sociais que agravam o sistema e o ecossistema de nosso país, repercutindo na economia mundial também.

E quanto a corrupção, estamos e somos todos indignados, mas devemos nos lembrar que o nosso país apresenta no fator individual, diversas faces desta vergonha nacional.

É claro que esta lei não aplica-se a todos. São muitos os que subornam os guardas e muitos tentam sempre dar um jeito “bem brasileiro” de resolver as coisas… Mas voltando ao tema, o que nos interessa saber, é como iremos fazer para aceitar a dor de perder alguém.

Mães que perderam filhos, são sem sombra de dúvidas e não que isso seja absolutamente uma regra e de fato não é, as que mais sofrem.


Penso que seria uma dor bem pior do que furar um olho, como mencionou uma amiga que perdeu sua filha, a alguns anos atrás.Venho observado o quanto estas mães padecem, e eu não me atreveria a estender-me muito sobre o assunto, pois qualquer coisa que eu venha a dizer, jamais será páreo para expressar e comparar o depoimento do que qualquer mãe que perdeu um filho, poderia dissertar sobre o assunto.

Imagino que seja como uma ferida que jamais secará, que jamais será cicatrizada, que dói mesmo quando não doa. Sim, com toda certeza imagino eu, que seja a pior das dilacerações existentes e vividas por estas criaturas, tão abdicadas em seu sofrer. Penso então, que a morte realmente não seja algo fácil de se conviver. Seria algo como dizer simplesmente, onde está fulano? Eu nunca mais o verei.

Não é como um amigo, ou um parente, que sai de férias para retornar no mês seguinte. Não, este sairá para nunca mais voltar.
E isto é realmente muito difícil, e muitas vezes beira o insuportável, sentir dentro do ser que sente, esta dor tão enraizada, em seu profundo bem-querer.


A vida é efêmera e chegará também, para todos nós, o momento, que aqui nós também não mais estaremos. E será então hoje, o dia em que devemos parar para pensar em tudo que vivemos, em tudo que temos vivido e feito por nós e também pelo mundo, e pelas formas de vida
existentes em nosso planeta. Sim, porque não podemos passar aqui, uma existência nula, em branco. Nós precisamos de alguma maneira, revolucionar o revolucionário em nossas vidas e poder deixar aqui, algo que será como uma continuação de nós mesmos. Nós não podemos morrer, porque ninguém morre.

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Nós simplesmente abraçaremos o eterno, e faremos de nós, então estátuas, que aqui proliferarão bactérias, fazendo como consequência com que convertamos tudo que nós fomos em: Amor, renascimento, continuação, verdade exemplificada e um bom exemplo que fale por nós, quando nós aqui não mais estivermos.

É preciso que não feneçamos. Façamos então, agora em vida, projetos que nos remeterão e farão com que toda a nossa essência, transborde e transforme-se em flores cheirosas, para perfumar a vida de outras pessoas, pois nós não nos extinguiremos, nós apenas continuaremos.

Morremos ontem, mas para todo ontem surgirão infinitos “hojes” para que possamos aqui estar vivos, sempre uma vez e cada vez mais.
Nós prosseguiremos. Não existirá jamais o fim. Para todo fim, existirá sempre, um lindo e resplandescente recomeçar.

Thiana Furtado.

Ela era tão previsível… Até que um dia…

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