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Um encontro com Deus numa experiência de quase morte

Parecia o fim, na hora em que tudo começou: um encontro com Deus numa experiência de quase morte.

Quero dividir com vocês o nosso reencontro com Deus, através do adoecimento inesperado do meu marido. Antes, preciso lembrá-los: ELE é dono de todo ouro e toda prata, ele é quem dá e quem tira.


Não viemos a este mundo para sermos unicamente escravos do trabalho. Acredito que nossa missão vai além. O trabalho é abençoado, dignifica o homem, em Genises 3:19 diz o seguinte: “Com o suor do teu rosto, comerás o teu pão…”

Algumas pessoas acreditam que o dinheiro é o mal da humanidade, não vejo por esse lado. Para mim, o mal de algumas pessoas é a ganância; o dinheiro pode ser abençoado, quando decorre do trabalho honesto. Ainda somos aprendizes nesse planeta terreno, o nosso desafio diário é encontrar equilíbrio entre trabalho e família.

Tudo se encaminhava para a formação de uma grande tempestade!

Caros leitores, essa é uma história real, aconteceu exatamente no ano de 2012. Por conta do excesso de trabalho, nós nos afastamos do Pai. Casados há dez anos, estávamos, ambos, no auge de nosso sucesso profissional, com uma baita disposição, cheios de sonhos e planos.


A rotina era de doze horas de trabalho, em média. Não tínhamos filho, ainda. Meu companheiro, por incontáveis vezes, seguia trabalhando pela madrugada afora; eu, chegava em casa no “bagaço da cana”, exausta!

Desde minha infância, sempre fui extremamente intuitiva. Por vivenciar algumas experiências singulares, então, aprendi a prestar atenção nos “sinais”, com maior frequência. Tenho uma espécie de comunicação com meu anjo guia espiritual. Isso acontece em formas distintas de avisos, ora nos sonhos; em outros momentos, escuto vozes insistentes que me falam ao pé do meu ouvido. Já tive algumas raras visões e, por esse motivo, passei a estudar e a acreditar no espiritismo. Venho de uma família católica. Não tenho preconceito com nenhuma religião, pois Deus está acima de todas. Inclusive, alguns meses antes do adoecimento do meu marido, recordo de, em alguns dias, ter rápidas visões, acompanhadas de uma voz que dizia: “Prepare-se, seu marido vai adoecer, vocês enfrentarão dias difíceis…” Admito, eu não quis dar ouvidos, por medo do que estava por vir.

Perdidos no meio do caminho, nós nos perdemos um do outro, nós nos perdemos de Deus. E quando nos afastamos do Pai, quando não o colocamos na frente de nossa direção, tudo desanda e o trem da vida desce ladeira abaixo. A vida fugiu do nosso controle, fomos abordados por uma parada obrigatória; lá estávamos nós, dentro de uma grande e violenta tempestade!


Compreendemos que Deus queria nos falar o seguinte: “Revejam suas prioridades e o que realmente tem valor em suas vidas.”

Tratamentos de múltiplas doenças simultaneamente.

Meu amado foi acometido por uma infinidade de doenças. Já hospitalizado, seus diagnósticos foram só se agravando. Dentre tantas doenças, teve uma intoxicação alimentar, com quadros recorrentes de febre, seguidos de pneumonia, derrame pleoral, trombose na jugular, seguido de embolia pulmonar, raríssimas pessoas sobrevivem. O tempo foi passando e o pesadelo aumentando. Tivemos que trocar de hospital, ficou por quase dois meses internado, entre a vida e a morte. De todos os pesadelos, o coágulo localizado no pescoço, era nosso maior tormento, pois temíamos que esse coágulo se deslocasse para a frente, o que poderia agravar ainda mais seu quadro clínico, que já era considerado gravíssimo para a medicina dos homens, mas não para a medicina de Deus.

União da família, amigos, vizinhos, comunidade local: formou-se uma poderosa corrente de oração.

O amor ressurgiu com toda sua força! Percebemos o quanto um era importante para o outro. Do mesmo modo, a nossa família que já era unida, uniu-se ainda mais!

Apegamo-nos com Deus e nosso maior alimento era muita oração! Era a fé que nos mantinha de pé!

Foi nesse período que Deus mostrou o quanto estávamos cercados de amor! Fomos acolhidos por muitas pessoas, eram vizinhos, amigos próximos, amigos distantes, familiares próximos e até os mais afastados e mais pessoas da comunidade em que morávamos. Cada pessoa que descobria nossa luta, dizia: “Eu vou orar por vocês e minha família vai orar também.”

Essa rede de apoio foi um dos importantes pilares! A essa altura, não tínhamos ideia de quanta gente orava por nós, mas sabíamos que a corrente humana crescia a cada dia, ganhando novos adeptos, em prol da cura do meu amado.

A equipe médica que cuidava do meu marido não media esforços para seu tratamento, porém, como médicos, eles tinham limites e nos alertavam de que as coisas não iam nada bem.

A comunicação com o mundo espiritual aconteceu de muitas formas: o cuidado do anjo.

Preciso relatar que o meu marido era um pouco descrente, sempre acreditou em Deus, entretanto, quando eu falava dos meus presságios, ele não me levava muito a sério. E, justamente ele, durante todo o tempo de internamento, teve contato com esse mundo místico/espiritual, de muitas maneiras. Ele viu, num de seus sonhos, uma corrente de pessoas vestidas de branco, formando um círculo, em volta do seu corpo, todos num coro de oração, de mãos dadas. Entendemos que ele era cuidado por uma equipe espiritual de seres de luz! Enviados de Deus! De maneira resumida, vou descrever um dos episódios mais marcantes.

Com a embolia pulmonar, ele precisou drenar seu pulmão, para poder voltar a dormir. O líquido que havia estourado no pulmão, decorrente do coágulo, o impedia de respirar deitado. Após esse procedimento, na noite desse dia, ele sonhou com seu anjo, sentado ao seu lado, em seu leito hospitalar, cuidando dele. Então, meu marido que não gosta de dar trabalho para ninguém, disse: “Você já pode ir, não precisa mais cuidar de mim, já consigo respirar, meu pulmão foi drenado.” O anjo lhe respondeu o seguinte: “Engano seu, você precisará muito dos meus cuidados…”

O anjo tinha razão: no dia 6 de setembro de 2012 a nossa fé foi testada.

O meu dia começou recebendo notícias difíceis, de mais um possível diagnóstico, revelado nos exames daquela manhã. Surgiram “manchas misteriosas de cor escura no pulmão.”

Os médicos acreditavam ser câncer, cogitaram transferir meu marido para o hospital da Capital, acreditando não ter mais o que fazer ali.

Confesso, por muitas vezes, desejei não acordar mais, para não enfrentar essa tempestade. Em conversa com Deus pedia forças, mas, como diz o ditado: “Deus só dá o fardo a quem sabe que pode carregar…” O pior ainda estava por vir, minha fé foi testada…

Nessa noite, tive um novo presságio, escutei a voz dizendo: “Não durma, orai e vigiai a noite toda, seu marido precisará de muita oração.”

Foi nessa madrugada que ele quase se foi, já estava muito debilitado com uma febre incessante, vinha de semanas. Pasmem, no termômetro da enfermeira, a febre alta, que o fazia tremer e chacoalhar toda cama, não aparecia! Seu corpo todo suava, tivemos que trocar os lençóis e aventais por inúmeras vezes, a febre era um grande mistério. A enfermeira ficou tão perplexa que trocou o termômetro, todavia, nada de registro de febre. Eu sentia uns arrepios medonhos, que estremeciam todo meu corpo, daí, eu orava ainda mais: “Em nome de Jesus, se existe alguma coisa ruim aqui, vá embora, deixe meu marido em paz!”

7 setembro de 2012: o dia em que o sol voltou a brilhar. A cura aconteceu!

Iniciamos uma nova corrente de oração, por volta das sete da manhã, pois ele sobreviveu àquela noite, tão difícil! Uma pessoa de muita fé pediu para abrir a janela do quarto para “libertar algo”. Ela pressentiu uma força espiritual negativa ali. Todos que ali estavam se deram as mãos, formando uma corrente de oração novamente.

Ao tocar nas mãos do meu marido para rezar, senti suas mãos arderem nas minhas, a febre queimava! Como num passe de mágica, ao iniciarmos fortemente as orações, senti suas mãos esfriando, até atingir a temperatura normal. Uma das pessoas que ali estava orando exclamou: “Jesus está aqui e pede para lhe falar: ele o curou agora…”

Meu marido que estava imóvel, quase sem vida, abriu os olhos e cheio de energia disse:

“Eu senti as mãos de Jesus, por baixo do meu corpo, erguendo-me, senti meu corpo levitar, estou curado, não sinto mais nada.” E o improvável aconteceu, desafiando a lógica da ciência, desafiando os olhares mais céticos, fomos presenteados por um grande milagre!

Naquela mesma manhã, foram repetidos os exames de rotina, procedimento habitual de todos os dias. Para nossa felicidade, pela primeira vez depois de semanas, os exames estavam normais! As tais manchas escuras, misteriosas, desapareceram, literalmente, da noite para o dia! O médico que cuidava do meu marido perguntou-lhe:

“Você acredita em milagres? Porque eu não acredito.” Meu marido balançou a cabeça dizendo que sim. O médico continuou:

“Considere-se obra de um milagre, pois, para isso, a ciência não tem explicação.”


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