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Um fato: o amor é à prova de bulas!

E a gente aprende que o amor é à prova de bulas.

Já conheci muita gente que gasta todos os sorrisos com companheiros que não se importam ao saber que elas estão chorando.


Gente que se doa por inteiro e em troca recebe apenas metade do parceiro na relação.

Gente que ouve todos, todos os problemas do namorado, mas que mesmo depois de anos juntos, nunca conseguiu “espaço” pra fazer um desabafo próprio; ou, se fez, ele não deu a menor importância.

Gente que sonha todos os dias com o outro, que por sua vez, já está ocupado em dormir em várias outras camas, com várias outras pessoas.


Gente que ama tanto o outro, que no meio do caminho esqueceu de se perguntar se era correspondida; e, pior ainda, esqueceu de amar a si em primeiro lugar.

Me conforta saber que essas mesmas pessoas um dia cansam, se libertam e desapegam daqueles que tanto lhe machucaram. É quando cai a ficha de que, em qualquer relacionamento, podemos fazer tudo em nome do amor, menos amar por dois, porque quem ama por dois, padece por três.


É quando descobre-se que não existe pior solidão do que sentir-se sozinho estando acompanhado. Melhor ainda: essas pessoas descobrem, mais cedo ou mais tarde, que se não se valorizarem, nunca encontrarão respeito suficiente em outros braços.

Interessante como, sempre que se trata do assunto “amor”, principalmente no que diz respeito a desilusão amorosa ou o modo como podemos nos machucar por alguém, a gente acha que nunca vai passar (e a vontade de matar quando alguém diz “que passa”?), que não vai suportar tamanha dor, tão ruim que não conseguimos localizá-la fisicamente, ou que deixará sequelas, como se desiludir pra vida, nunca mais confiar em ninguém ou alguns traumas para o próximo relacionamento – “eu prometo pra mim mesmo que nunca mais vou me entregar pra alguém”, diz a típica frase.

Mas se tem uma coisa que a gente aprende sozinho (além de que a frase “vai passar” dá muita raiva) é que, depois de tanto sofrer, o melhor que se tem a fazer é aceitar, confiar na vida, na sua crença religiosa ou “no Universo” e viver um dia de cada vez. Sem planos, sem desperdiçar tantos pensamentos e energia no ocorrido que lhe tirou do seu equilíbrio… Apenas o aqui, o agora, apenas este momento.

E a gente aprende que o amor é à prova de bulas.

Tudo se torna mais fácil e leve quando a gente para de brigar com destino e simplesmente aceita que, ao fazer o nosso melhor, o que tiver de ser nosso, realmente será, mais cedo ou mais tarde. Haja o que houver!





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