Uma consciência culpada tira a paz e, sem paz, não é possível ser feliz.

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A balança de pesar a consciência.

Definitivamente, procurar fazer o seu melhor de modo a viver em paz com a própria consciência é, ao menos para mim, condição essencial para se ter serenidade de espírito.



Dar ouvidos ao coração, livre de orgulhos ou egocentrismo resulta sempre em um enorme bem-estar trazendo conforto e alívio.

Muitos acreditam que estender a mão ou acenar com a bandeira branca é rebaixar-se, preferindo carregar no peito o peso do rancor, cujo sentimento não permite que felicidade alguma se instale.

Refiro-me à consciência que está relacionada ao sentido de moralidade e de dever, pois ela é quem nos dá o entendimento e a interpretação das próprias ações ou sentimentos.

A consciência é a percepção que o ser humano possui do que é moralmente certo ou errado em seus atos.


Mas isso varia de um para outro, já que tem a ver com formação e desenvolvimento cerebral que são estimulados pelas vivências mais intensas.

Fisiologicamente falando, os que têm o córtex pré-frontal bem desenvolvido, cuja região é responsável pela consciência emocional, são eficientemente capazes, de sentir a diferença, entre “consciência pesada” e “consciência leve”, através do alívio ou do peso que encerram em seus corações.

Assim, suponho que pessoas insensíveis ou indiferentes, que fazem o que bem entendem sem se importar com o certo e o errado, sofrem de alguma anomalia física ou psicológica.


Pessoas emocionalmente saudáveis têm dramas de consciência, fazem avaliações de suas ações e procuram viver de forma a fazer o melhor que podem em tudo o que fazem, pois essa conduta sincera de exercitar a consciência é uma espécie de juiz que nos absolve das culpas e penas.

Porém, para dar o melhor de si, é necessário abrir mão de vaidades, egoísmos, hipocrisia e orgulho.

Para muitos este processo é bem difícil, sobretudo, para aqueles que não conhecem a palavra humildade e não a sabem como empregá-la.

Estes preferem carregar o peso em suas consciências, muito embora quase sempre não saibam que carregam, pois não relacionam seu estresse, suas tristezas, suas desventuras, sua falta de paz com o acúmulo de peso que carregam em suas consciências.

Carregar um pesar por algo que praticamos é como ter um espinho cravado no pé, que ao ser retirado, causa um enorme alívio.

Quanto mais elevado o nível de consciência, mais fortes tornam-se nossos atos.

Para aqueles que são dispostos a dar o melhor de si, sem se deixar contaminar pelo orgulho, a felicidade é inversamente proporcional ao peso que carregam em suas consciências.

Assim sendo, todas as vezes que temos a certeza de que não agimos corretamente e somos humildes para reconhecer e voltar atrás, reconsiderar, repensar, fazendo o melhor para remediar a situação, estamos agindo para manter leve nossa consciência, sem autocobranças, sofrimentos e autopunições.

No entanto, quando faltam a força e os elementos necessários para reparar algo que se julgue ser uma falta; o sofrimento se instala em forma de culpa, tornando a consciência pesada e um grande desconforto nos envolve, afastando-nos da paz.

Ter a consciência tranquila é melhor do que ter razão ajuda a aliviar e muito os outros pesos impostos pela vida. Uma consciência culpada tira a paz e sem paz não é possível ser feliz.

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* Matéria atualizada em 05/08/2017 às 6:30






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