Uma história de amor que fala sobre todos nós…

Existe uma história contada no oriente de que éramos puros e celestiais, que tínhamos o poder de construir, e ser qualquer coisa que desejássemos.

Entretanto, em certo momento usamos esse poder de forma maldosa e negativa, e começamos a nos identificar demasiadamente com a matéria, nos transformando em criaturas abomináveis, meio homem, meio animal, tornando-nos seres ciumentos e obsessivos como os deuses do Olimpo.



Veio o apego, e com ele o sofrimento. Nesse momento, Deus, ou o Criador do Universo percebeu que a única maneira de nos purificarmos novamente seria ter nossa alma presa ao corpo e passarmos por várias vidas com o objetivo de um dia retornarmos a Ele.

E assim, teve início o ciclo de nascimento, doença, velhice e morte (Samsara). Milhares de vezes são necessárias para purificar nosso espírito a fim de nos tornarmos totalmente divinos de novo.

Vim a conhecer essa história, ou mito, sobre a nossa origem há pouco tempo, mas a sinto como se fosse parte de mim.

Porque existe uma outra história, essa hindu, sobre o amor que durou várias gerações entre Sita e Rama. Ela era conhecida pela lealdade, consciência e harmonia com os seres vivos, e ele como um homem bondoso e íntegro, guerreiro, de moral elevada. Após vencer uma prova difícil, Rama ganhou como prêmio a mão de Sita. Eles casaram-se numa grande festa, mas devido a intrigas no palácio, embora ele fosse o natural sucessor ao trono, acabou sendo exilado na floresta por 14 anos. Sita como esposa muito dedicada acompanhou o marido, e acabou sendo raptada e mantida, contra sua vontade, pelo terrível demônio Ravana que a queria como consorte. Rama desesperado, pediu ajuda ao deus macaco Ranumam. Este, na primeira tentativa de resgatá-la, leva o anel de casamento de Rama. Ao ver o anel de casamento do marido Sita fica muito feliz pela prova de amor, e sente que o reencontro está próximo. Também como prova de amor, envia uma mecha de cabelo por Ranuman. Na segunda tentativa, Rama cheio de bravura e coragem, com a ajuda do deus macaco entra no palácio e salva a esposa.


O significado dessa história pode ser visto como a união do masculino e feminino dentro de nós.

Você já percebeu que estamos sempre desejando amar o gênero oposto como se fosse nosso complemento? Como se fosse o outro lado da moeda? Essa busca pelo amor pode simbolizar um amor mais profundo que seria a volta às origens, primeiro à nossa mãe, depois à nossa alma divina, pura e imortal que está fundida no Criador.

Dentro de cada um de nós existe um Rama (homem ideal) que busca uma Sita (mulher ideal), e vice-versa. Porque independente de nosso carma, que pode ser positivo ou negativo, independente daquilo que viemos pagar e do que semeamos, podemos encontrar o par ideal que nos ajuda a semear o amor, ou seja, o carma positivo, com afinidades positivas, para um dia podermos retornar ao Pai.

Eu fui Sita. Esse foi o apelido que usei para encontrar o “meu” Rama, pois somente quem conhecesse essa história, seria atraído para esse nome.

Da mesma forma, desejo que você encontre o seu consorte ideal.


Gratidão e até o próximo artigo!

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Direitos autorais da imagem de capa: michaeljung / 123RF Imagens

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