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Uma mulher de 40 sabe bem o que quer

Flexível, sim, submissa não mais. A mulher de 40 entra no fluxo da vida, na idade da loba e da gostosura que esconde nas curvas da alma.


Uma mulher de 40 sabe bem o que quer, ela mudou de fase no joguinho. Ela se sente segura sobre suas escolhas e convicções, não importa quantas outras existam por aí.

Flexível, sim, submissa não mais. A mulher de 40 entra no fluxo da vida, ela entende que chegar a algum lugar não faz o menor sentido, o sentido real é estar exatamente onde ela está.

Ela não liga mais se não recebe flores no dia dos namorados ou no aniversário, ela mesma se dá um presente todos os dias.

Ela se olha por inteiro, de dentro para fora, reconhece suas metades, que de uma forma bem linda se integram à sua essência perfeita.


A mulher de 40 não briga por suas carências não atendidas, aqui ela já entendeu sua responsabilidade no jogo e sabe que carência é para a menina que ela um dia foi e que sabia tão pouco de si.

Ela bate o pé no chão, sem perder a classe ou parecer mimada, ela encontra em suas entranhas a força do amor para seguir e ser exatamente como ela é, independente das personagens que carrega, e ela só carrega personagens porque a vida demanda papéis, jamais para se encaixar ou se enquadrar a um padrão.

Não importa se são 6 kg a mais, os pés de galinha que começam a surgir ou os cabelos brancos e um pouco mais finos, nada disso importa, porque a mulher de 40 começa a entender a receita do bolo, aquela que diz que beleza mesmo é a que a gente constrói, quando sorri ou quando se sente segura o suficiente para bancar um protesto e sustentar uma opinião sobre o que ela acredita.


A beleza que vem da magia de ser mulher, diria Vinícius. A mulher de 40 não tem medo de ir ao cinema sozinha, nem de dizer: chega! Também não diz nada que não sinta.

Na idade da loba e da gostosura que se esconde nas curvas da alma, a mulher de 40 não quer guerra com ninguém, mas se precisar defender o seu espaço, ela o fará porque entende o seu lugar no mundo e aí não cabe o “medo de desagradar”.

Um universo inteiro se abre para que ela comece e recomece quantas vezes for preciso, porque aos 40 ela percebe que os começos são diários, como ciclos que vão e vem!

E é assim que uma mulher de 40 se torna super, pelo menos para mim que estou aqui! Até os 50 é outra história!


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders.





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