Comportamento

Uma mulher de 75 anos denuncia os 4 filhos que a deixaram fora de casa e trocaram a fechadura

capa site Uma mulher de 74 anos denuncia os seus 4 filhos que a deixaram fora de casa e trocaram a fechadura

A senhora denuncia que só está recebendo ajuda de sua filha mais nova e de outros familiares, mas que não consegue pegar as escrituras que estão dentro da casa.

As relações familiares nem sempre são mil maravilhas. Precisamos enfrentar e aguentar muita coisa se quisermos manter a conexão com nossos parentes, isso porque o sangue não garante nenhum tipo de afinidade. Mas também aprendemos, com o passar dos anos, que muitas coisas podem ser simplesmente deixadas de lado, sem necessariamente fazer delas uma tempestade.

Mesmo sem nenhuma afinidade, o respeito por nossos pais e pelas pessoas mais velhas da família, na maioria das vezes, comanda as relações. Mas não no caso de Josefa Cala Caro, de 75 anos, que denunciou dois de seus cinco filhos ao Ministério da Justiça da Espanha porque eles tomaram sua casa e trocaram a fechadura.

Em um abaixo-assinado que criou no site Change.org, Josefa conta que os filhos aproveitaram sua hospitalização, um ano atrás, e tomaram sua casa, sem lhe permitir voltar. O caso aconteceu em Badalona, na Espanha. Depois da primeira internação, a senhora sofreu um segundo derrame no meio de 2020, que afetou a mobilidade do lado esquerdo de seu corpo.

Segundo o jornal La Vanguardia, os filhos “se aproveitaram de sua internação” para tomar a casa, e desde então eles têm feito com que ela seja internada contra sua vontade, o que, de acordo com ela, tem piorado seu estado de saúde. Atualmente, ela está em uma residência em Maresme, mas pede que o Ministério da Justiça intervenha em seu caso.

A filha mais jovem, Carmen Rosales, voltou da Bélgica para a Espanha para ajudar a mãe a iniciar o processo judicial para tentar recuperar sua residência, e explica que os dois irmãos que tomaram o local se recusam a dar qualquer tipo de explicação, nem sequer recebem os outros três irmãos ou demais familiares. De acordo com a jovem, a mãe sempre teve capacidade de gerir a própria vida, desde os anos 1980, quando construiu sozinha a casa na Catalunha, depois do divórcio em Córdoba.

Carmen pede que a mãe tenha um cuidador que a acompanhe dentro de casa, apenas para ajudá-la com sua mobilidade, mas que isso não é um impeditivo para tomar as decisões que tangem sua vida. Josefa explica que um dos filhos que lhe tomou a casa sem dar mais explicações, foi quem a internou à força e quem acredita que ela não tem capacidade de viver fora de um abrigo ou um lar para idosos.

Os outros dois filhos, que moram em Córdoba, explicam que nunca foram informados sobre o que os irmãos estavam fazendo com a própria mãe, muito menos que tinham a intenção de tomar a casa dela. Mesmo assim, afirmam que a apoiam em todas as suas decisões e não concordam que Fran, o irmão que a internou compulsoriamente, fique com o imóvel.

No bairro de La Salut, onde Josefa está, todos os vizinhos demonstram total apoio a ela, fazendo campanha para que consiga finalmente voltar para casa. Suas irmãs, que moram na mesma rua, explicam que não compreendem como ela pôde ter ficado na rua e garantem que estão mais do que dispostas a ajudar a cuidar da irmã, mas em Badalona.

Fran, o filho que enfrenta as principais acusações contra a mãe, afirma que nunca proibiu sua mãe de entrar na própria casa, mas que está sozinho e não consegue ajudá-la com suas necessidades. Ele ainda afirmou que não se recusa a deixá-la entrar no imóvel, mas pede que receba apoio profissional, e acrescenta que, assim que ela chegar, ele vai se mudar, garantindo que já tem um apartamento alugado. O filho está sendo acusado de ocupação, de internar a mãe compulsoriamente e de roubar seu celular para evitar que ela pedisse ajuda.

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