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Uma nova chance para repensar a vida…

Estes dias uma ocorrência preocupante envolvendo uma pessoa da minha estima, levou-me a pensar qual seria a sensação de ganhar uma chance de continuar por mais um tempo aqui neste mundo.

Ainda não tive a oportunidade de conversar com esta pessoa sobre qual é o seu sentimento em relação ao ocorrido, e pode até ser que para este seja apenas um episódio sem relevância que continue a tocar sua vida como se nada tivesse acontecido, ou não.



Eu, particularmente, acredito que se fosse comigo seria um divisor de águas.

O que eu era antes do ocorrido e o que me tornaria depois.

Não é uma experiência incomum, certamente todos os dias, muitas pessoas no mundo todo “ressuscitam”, voltam à vida, são salvas, quase fazem a passagem e algo acontece para que permaneçam por aqui , sendo que muitos outros em situações idênticas encontram nesses episódios a hora de partir.


Pode ser um infarto em que a pessoa foi reanimada a tempo, uma viagem não realizada, cuja condução sofre um acidente levando todos os passageiros ao desencarne, exceto aquele que por qualquer razão não embarcou na última hora.  Outro que saiu de um local no mesmo instante em que algo fatal aconteceria.  Enfim, são diversas possibilidades que levaria desta vida a pessoa e que não acontece por alguma razão surreal no último segundo.

Penso que aquele passa por semelhante experiência, se é um valorizador da vida, deveria passar a valorizá-la ainda mais e se não a valorizava, o que não é tão incomum assim, passa a repensar completamente o valor de viver cada dia, pois muitas pessoas enfermas que se sabem caminhando para o derradeiro momento fariam qualquer sacrifício para viver mais um tempo, sendo que outros, maltratam a si mesmos, não se respeitam, não dando assim valor à própria vida.

Poderíamos dizer que aqueles que chegam muito próximos do portal para a outra dimensão, e por alguma razão não atravessam, estão ganhando uma segunda chance.

A chance de se redimir, a chance de realizar algo que foi adiado, chance de dizer o que precisava ser dito, de ouvir o que precisava ser ouvido, mas principalmente a segunda chance de se renovar interiormente, repensar a vida, os valores, olhar para dentro de si e sinceramente localizar aqueles pontos que podem ser melhorados para o próprio bem e o bem dos que o rodeiam.


É bem verdade que esta análise devemos fazer sempre, mesmo sem ter que passar pela experiência impactante de quase deixar esse mundo, porém é comum que não o façamos, mas uma sacudida, um tranco, às vezes serve para nos acordar, para nos deixar mais atentos quanto a nossos atos,

Muitas pessoas depois de uma experiência dessas muda radicalmente seus hábitos, primeiro porque sabem que seu organismo já não está “a todo vapor” que precisa ir mais devagar e cuidar dele com mais apreço, também mudam seu modo de encarar os problemas passando a não dar assim tanta importância a ponto de se pôr enfermo. Em suas relações costumam ser mais pacientes, tolerantes, pois compreenderam literalmente a fugacidade da vida e que não vale a pena estragar o momento pois nunca se sabe se não serão os últimos.

Mas há também aqueles que continuam exatamente iguais, que não usam as experiências importantes para rever sua forma de ser, de viver, continuam com os mesmos maus hábitos, com os mesmos pensamentos egoístas e a tal experiência não lhes serviu para evoluir.

Alguns até ficam piores, porque se revoltam, blasfemam, caso lhes tenha sobrado alguma sequela, tornam se pessoas ainda mais amargas, acreditando que aqueles que o rodeiam têm toda a obrigação de estar a seu dispor e se isso não acontece, eles se zangam, agridem.

Então é assim, cada um tem seu modo de entender os acontecimentos da vida, sobretudo quando se trata de “um divisor de águas”.

Na verdade deveríamos sempre estar atentos às nossas ações, pois não sabemos quando chegará a hora de fazermos a passagem.

Penso que assim como nesta vida material, na vida espiritual necessitamos de paz e temos que buscá-la através de condutas que nos permitam evoluir.

“Portanto, vigiai e orai por que não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” (Matheus 24.42-44)

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Direitos autorais da imagem de capa: yuliasverdlova / 123RF Imagens

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