Uma relação saudável dispensa “jogos”!

Um dos pontos de vista com o qual eu nunca concordei plenamente é quando dizem que não se deve ser muito disponível nos relacionamentos.

Certamente, não é saudável se anular por causa de nada, nem de ninguém; por outro lado, acredito que em uma relação madura e recíproca não há espaços para “joguinhos”.

Para mim é muito simples, ou se está interessado e se dedica, ou não está e ponto final.

Sempre ouço pessoas dizerem que, principalmente as mulheres, quando “muito” disponíveis, prestativas, presentes, solidárias, não são valorizadas.

Eu prefiro acreditar muito mais que estas estejam, sim, com os parceiros errados.

Importante deixar claro mais uma vez que não estou falando aqui de mulheres – e por que não de homens? –  que vivem pelo outro e para o outro, que se doam por inteiro, esquecendo de si mesmo, perdendo muitas vezes a própria identidade em função da outra pessoa. Isso não é estar disponível, é se anular, não se amar.

Contudo nada vejo de condenável em dar a segurança que o parceiro merece e, muitas vezes  necessita, para o próprio bem do relacionamento.

Na verdade, o conceito de que aquele que mais se dedica acaba por ser rejeitado, não me parece verdadeiro, pois entendo que em uma relação saudável o que mais se deseja é a atenção, o carinho e, sobretudo, a troca de segurança.

Na verdade quando ocorre a indiferença ou o desprezo por parte daquele que recebe a dedicação, fica evidente o seu desinteresse, pois, se estivesse verdadeiramente interessado, demonstraria contentamento em relação à atenção recebida, inclusive buscaria retribuir.

É ridículo o comportamento imaturo de que muitos lançam mão para demonstrar um falso descaso, perdendo tempo em inventar, por exemplo, compromissos inexistentes para se fazer de difícil, não atender a telefonemas, ainda que esteja ansioso por fazê-lo, ir contra sua natureza e os próprios sentimentos, obrigando-se a ser dissimulado.

Isso é tão nocivo quanto um devotamento excessivo, em ambas as situações fica evidente que há algo de muito errado na relação.

Pergunto-me, qual o ganho em estar com alguém com quem é necessário criar artimanhas para lhe despertar o interesse?

Todo esse conceito equivocado é aplicado, quase sempre, em uma conduta machista, da mulher para com o homem. “Ensinam” que para que ele pense e “corra atrás” dela, é necessário que demonstre certo desinteresse, que entrem em jogos imaturos, onde a pessoa deixa de ser ela mesma, com o intuito de conquistar algo que, a meu ver, não merece este sacrifício.

Em uma relação que vale a pena existe transparência e não brincadeira de “esconde-esconde”.

Se tiver que dissimular para ter a atenção do outro, é hora de cair fora, pois se está entrando em uma canoa furada.

Em uma relação que vale a pena, o outro jamais será um incômodo ou um inconveniente.

Em resumo, o que define o destino de uma relação, são as afinidades, o respeito, independente da disponibilidade, o que de fato precisa existir é o afeto verdadeiro. O resto é joguinho no máximo para adolescentes.

O bom é poder ser autêntico, nunca se esquecendo do amor-próprio, ser disponível e demonstrar todo o interesse para aquele que se ama, com toda certeza. Se não puder ser dessa forma é algo que não vale a pena.

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Direitos autorais da imagem de capa: get4net / 123RF Imagens



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