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Universo, dá-me um sinal!

As fases menos boas obrigam a grande clareza. Há um conflito entre tentar encontrar essa clareza nas condições externas ou deixá-la fluir, para que se instale dentro de nós. Essas fases estagnam, revoltam, desmotivam. Até para quem sabe e já passou por elas, são fases que causam grande desconforto.



Especialmente para os sensíveis, quando estamos habituados a estar no espectro positivo, sentir-nos em baixo é extremamente desgastante. Dói sentirmo-nos menos do que aquilo que somos, falarmos em piloto automático, pensamentos que foram plantados em nós que apenas nos diminuem e nos afastam do verdadeiro potencial e propósito.

Mas são essas alturas que nos dão força: a intenção renovada de melhorarmos a nós mesmos, a redescoberta de que ninguém mais é responsável pelos acontecimentos da nossa experiência, o impulso para reconectar com a Luz – com o divino de que fazemos parte, o divino que somos.

Há uma grande luta interna entre o que é o mais justo e o que sabe melhor. Esta luta pode equiparar-se à do Ego VS Espírito. Quando tomamos uma decisão, por mais pequena que seja, temos sempre as duas opções:
– o que parece bem, que pensamos ser o que mais nos identifica com os nossos semelhantes e com aqueles que são um exemplo para nós
– o que nos faz sentir bem, que é resultado de um desapego quase total das noções que nos foram ensinadas, para confiarmos numa sabedoria que transcende tudo o que é físico.

Estas duas vertentes não se refletem em decisões diferentes, mas na atitude ou mindset com que as tomamos. Podemos escolher seguir mais um ou o outro, mas o segundo sempre transcenderá o primeiro. Escolhermos o caminho por causa da nossa intuição vai contra toda a racionalidade a que fomos ensinados.


Uma vida prática é uma vida com o menor número de desafios possível. A vida estandardizada é uma que cultiva a apatia, a ignorância e a desistência da busca pelo Eu Interior. O processo de Iluminação é extremamente desconfortável, porque estamos a descartar todos os nossos sentidos físicos para entregarmos tudo ao nosso coração, ou melhor, à nossa Fonte.

Pode parecer que não, mas o “caminho certo” a que fomos ensinados não é o mais fácil. Não só porque somos obrigados a estar com pessoas que não gostamos e fazer o que não gostamos, mas porque não foi o que nós escolhemos. A vibração predominante em tudo o que nos rodeia é a de negatividade, como se a vida fosse um calvário constante e estivéssemos condenados a sofrer.


Ver a luz nesse sofrimento não é ilusão, é o primeiro passo para a Iluminação.

Um ser consciente da sua espiritualidade não consegue mais limitar-se com a pura observação das coisas, mas pela busca e reconquista do seu propósito de Felicidade. E se esta é vista como algo quase impossível, ilusório, infantil, então temos que correr o risco de sermos vistos como tal, para “pagarmos o preço” de nos sentirmos, verdadeiramente, nós mesmos.

Para isso, temos que confiar no que transcende todas as opiniões e dogmas.

Eu, por meu lado, confio no Universo. Mas às vezes as vozes de fora parecem ensurdecedoras – até que percebo que não passam de vozes na minha cabeça. Aquilo que escolho dizer-me, ou aquilo que me permito apaticamente absorver por observar, é aquilo que retorna a mim. Mas posso fazer diferente: posso seguir o que realmente prefiro, fazer o que amo, e conectar-me deliberadamente ao meu lado espiritual, ignorando o que não quero que faça parte do meu caminho: especialmente pensamentos.

Por vezes parece mais difícil que o costume. Por isso, mais do que pensar e dizer que me vou focar no que quero e em ser feliz, peço ao Universo: dá-me um sinal. Onde devo ir a seguir?

Cláudia Rocha

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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