O Segredo

Vá até onde a sua imaginação te levar…

imaginação

Uma amiga escritora uma vez me mandou um conto. Um conto em vários capítulos, daqueles de fazer perder o fôlego, que te envolve e te dá sede de saber o que acontece depois… só para constar cara colega… quando será enviado o próximo capítulo?!



Enquanto ele não vem, vamos ao fato onde quero chegar. Uns dias depois ela me mandou 2 fotos dizendo – Este é Pedro e esta é Clara, personagens do conto! Eram as pessoas em quem ela havia se inspirado e em base àquelas pessoas escrevia cada uma daquelas cenas…

Mas espera aí… na minha imaginação Pedro era moreno mas com a pele mais escura, um pouco mais alto também, e ela – Que cara de esperta e descolada! Minha Clara era sonsa, de cabelo sem brilho e nenhuma tatuagem.

“ A imaginação é parente do infinito” Charles Baudelaire, poeta francês.


Sempre que leio um livro crio os personagens na minha cabeça. Coloco sarda nela, queixo quadrado nele, rabo de cavalo na vizinha, óculos e pantufa na senhora, se eu quiser coloco o que minha imaginação permitir e muito mais. E quer ver minha frustração quando lançam a adaptação do livro no cinema, e o personagem principal fica longe do que minha imaginação fértil criou… diretor de elenco não deve ser profissão fácil.

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A gente personifica tanto, que Jesus nas ilustrações, tem aspecto frágil, meio óbvio, por frágil ser característica de pessoas extremamente boas e caridosas como ele foi … e assim um dia me fizeram pensar, – Imagine alguém frágil, de fala suave, cabeça baixa e olhar tranquilo peitando um Império e enfrentando tudo que enfrentou…

Após esta colocação, ele passou a ter na minha imaginação, postura ereta, voz grave e sorriso nos olhos.


Cada um tem seu Papai Noel e seu Christian Grey, este já é sabido que na imaginação de muitas mulheres, Grey não era como Jamie Dornan. Eu como parei o livro no começo, por excessivo ai ai ais ui ui uis… confesso não ser fã de nada enrolado… opino que ele até que ficou bem no personagem.

A Maricilia tem em seu post O que aprendi nos livros, uma Penelope (personagem principal de Os Catadores de Conchas de Rosamunde Pilche), uma mulher linda, intensa, firme, carinhosa e inteligente.

Características de personalidade que me levam a uma mulher fisicamente alta, pele clara, cabelos presos sem um fio fora do lugar, olhos verdes e óculos de grau… e assim ela será para mim até eu conhecê-la melhor durante a leitura. Afinal os livros são como a vida, que nos permite mudar de opinião e de direção quantas vezes quisermos.

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Imaginar é uma delícia, é dar asas à mente, deixá-la tomar o rumo que você quer. Seja num livro, num sonho, num desejo. Personificar o que alguém imaginou é divertidíssimo, surpreendente, embora algumas vezes frustrante. Mas quem liga para este tipo de frustração, se as livrarias estão cheinhas de personagens para construirmos e desconstruirmos em nossa imaginação.

Te convido a se convidar para um cafezinho, acompanhado de um bom livro e depois me conte… Ele tinha cabelos castanhos e olhar penetrante?

Tem espaço para uma pessoa em sua vida?

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