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Valorize!

” A vida é tão rara” (Lenine)



A cultura do status que vivemos hoje em dia faz prevalecer a ideia de que devemos valorizar o que não possuímos. Ávidos, fuçamos as redes sociais em busca da vida das celebridades, de suas viagens incríveis, corpos esculturais, muita mas muita abundância financeira, selfs no ” Grand Canyon” ou na Torre Eiffel, e nos esquecemos que as coisas simples que são acessíveis para todos, essas sim são passíveis de serem valorizadas.

Em outro panorama, há aqueles que são desprovidos do mínimo que é moradia, alimentação, educação, e esses talvez são capazes, mais do que nós outros, de valorizar as coisas simples que cotidianamente passam por nós e não damos a minima.

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Descartamos alimentos, roupas que não nos servem, eletrônicos; Buscamos ansiosamente adquirir o carro do ano, a roupa da moda; Queremos frequentar o restaurante badalado do momento e beber a bebida mais cara; E nessa busca vertiginosa e insaciável por sensações que nos mantenham no “Status quo” social, que nos esquecemos de agradecer o pão de cada dia, o nascer do sol, a saúde física, a moradia, a família e a cultura a que temos acesso.

Tenho a sensação de que o que nos torna infelizes é justamente não saber compreender que felicidade não se compra; Que mais feliz não é o que mais tem, mas o que melhor sabe aproveitar as oportunidades que a vida oferece. Que alegre é aquele que se alegra das coisas simples da vida, pois como diz uma frase célebre do pintor Leonardo da Vinci:” A simplicidade é o último grau de sofisticação.”

Pois é. Talvez a modernidade, em seus incríveis avanços científicos, sociais e tecnológicos, tenha nos afastado do bucolismo da natureza, da valorização de momentos simples, porém únicos, capazes de gravar nossa memória afetiva para sempre.


A busca por si mesmo é sempre um caminho árido, porém compensador. Muito provavelmente a felicidade está ao nosso lado, mas descuidados que somos, procuramos sempre longe de nós.

Retornar para nossas origens, valorizar as pequenas coisas que possuímos, olhar para o lado e ver quanta gente apanha impiedosamente da vida, estender a mão aos necessitados, ajudar sempre, seguir a intuição, o coração e o sentimento. Talvez esse seja o caminho.

Mais importante do que ter é ser, e mais importante que ser verdadeiramente humano não há.

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E é toda essa humanidade que contempla a poesia de momentos simples, sentimentos verdadeiros, amizades sinceras, que formam o conjunto de coisas pelas quais devemos vibrar. Ser feliz é ser grato. Amar a vida é agradecer com gestos, procurando torná-la a mais bela possível, pois a vida passa num piscar de olhos e podemos nos dar conta, talvez muito tardiamente, que demos atenção demasiada ao que não merecia de fato, a nossa atenção.

Mais importante que toda materialidade, todo burburinho e ansiedade que nos conduz no círculo vicioso das impressões externas, é sempre que possível, voltar-se para dentro de si, não para pedir, mas para agradecer.

Como diria o provérbio Português:

” Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.”

Obrigada Universo. Como sou grata!

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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