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Vamos nos libertar dos preconceitos!

Há dias venho pensando em uma forma sucinta de abordar um tema atemporal e sempre polêmico que mobiliza todo o planeta ocasionando a discórdia entre os homens, entre nações, levando o ser humano ao caos e ao sofrimento: o preconceito.

Descobri que este é um tema anos luz mais complexo do que supunha o meu inexistente conhecimento catedrático do assunto.


Desta forma, decidi ainda assim desenvolver uma reflexão sobre o tema, valendo-me como sempre o faço, apenas das emoções que me acometem.

Todo ser humano é preconceituoso com maior ou menor intensidade, em coisas mais ou menos relevantes, pois todos nós fazemos prejulgamentos alguma vez na vida, e o prejulgamento nada mais é do um preconceito, sintetizado na palavra preconceito.

Assim sendo havemos de cuidar para entender os preconceitos que nos habitam e desta forma trabalhá-los na tentativa de diminuirmos ao máximo essa chaga que marca nossa personalidade sempre danosa para nós e para o outro.


É comum confundirmos preconceito, intolerância e discriminação como sendo sinônimos umas das outras, embora tenha em seu significado alguma semelhança existem também diferenças em suas acepções.

O preconceito trata se de formar um conceito antecipado sobre algo que não se conhece o suficiente ou não se tem o embasamento necessário para se chegar a uma conclusão sobre o assunto, pode ser também uma forma de generalização de determinada experiência vivida, onde colocamos todos em um mesmo “caldeirão”.

Intolerância é a ausência de respeito às diferenças, sejam elas relacionadas às etnias, religiões, gêneros, condições sociais, entre tantas outras “razões” que poderiam listar um livro de muitas páginas


A discriminação leva à exclusão, baseado nos preconceitos, desprezando o princípio da igualdade.

Assim, trata se de uma corrente de três elos: cria se um preconceito, que conduz à intolerância que gera a discriminação.

As manifestações preconceituosas mais comuns são o racismo, o sexismo, o fanatismo, são os mais graves que levam desde à exclusão social, à marginalização, até situações de extermínios, tendo em vista o holocausto da Segunda Guerra.

O preconceito é oriundo da ignorância humana, ele ocorre quando se despreza a diversidade relacionada a qualquer questão. E como isso é possível se nosso mundo é integralmente diverso?

Somos todos da mesma espécie, constituídos da mesma matéria, então por que haveríamos de nos sentir melhores ou piores que nossos semelhantes por uma simples diferença de cor de pele, por exemplo? O que é a cor da pele frente a toda a imensidão de todas as outras coisas existentes neste mundo? Brancos ou negros, vermelhos ou amarelos, somos todos seres humanos com cabeça, tronco, membros, cérebro e coração.

Qual é a diferença entre uma mãe solteira ou uma mãe casada? Como diz o Papa Francisco: “mãe não é um estado civil”.

E quanto às religiões ou a falta delas? O que deveria importar de fato não seria a índole do indivíduo, o respeito que dedica a todas as formas de vida? Assim como há o preconceito entre indivíduos de diferentes religiões, há o preconceito também enraizado em muitos ditos ateus que praticam com frequência a intolerância religiosa.

E quanto aos que se ligam afetivamente a um alguém do mesmo gênero, desde que saibam praticar o respeito a toda forma de vida, por que haveriam os preconceituosos de se preocupar? Não seria mais útil que seguissem suas próprias vidas, onde certamente há muitas questões a serem resolvidas?

Existem ainda as discriminações fúteis, que tem a ver com estética ou condição social, típica das pessoas vazias, na verdade inseguras que se julgam acima do bem e do mal.

O preconceito, a intolerância e a discriminação são como uma epidemia capaz de suscitar sofrimento atroz a toda humanidade. Ele está por toda parte, em todos os temas, desde ao mais irrelevante ao mais fatal.

Einstein disse com propriedade que “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”, pois estamos expostos a eles continuamente. As mídias, a falta de dedicação à espiritualidade, a ambição desmedida e a insegurança humana são apenas alguns dos fatores que fomentam a tríade preconceito, intolerância, discriminação.

É no nosso “mundo particular” que podemos começar a dissolver esses dogmas, agindo naquilo que está mais próximo de nós, eliminando pequenos preconceitos, entendo de onde surgiram para podermos exterminá-los.

Sem dúvida, é uma utopia acreditar que o mundo pode estar livre das discriminações em curto espaço de tempo, dado ao atraso evolutivo de nosso plano, mas aqueles que desejam evoluir enquanto espírito, enquanto seres humanos, não podem deixar de crer que o pouco que se pode, individualmente juntando-se a outros “poucos” iguais, pouco a pouco, um dia ainda que muito distante se torne possível desintegrar os preconceitos.





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