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Velho do Rio em Pantanal, ator detona Bolsonaro: “Tem que ser posto para fora”

Foto: Reprodução
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Osmar Prado se identifica com os ideais do Velho do Rio, seu personagem em Pantanal, que prega a libertação da ganância e engajamento com as causas ambientais. Para o ator, a figura misteriosa da novela das nove da Globo vai contra a política de Jair Bolsonaro (PL). O veterano incentiva os telespectadores a tirarem o atual presidente do poder e usarem a urna eletrônica com sabedoria este ano.

“Uns chamam isso de humanismo cristão, outros chamam de comunismo, outros de socialismo. Não existe uma saída para o mundo que não seja se tornar um espaço solidário, humano, protetor daquilo que a Terra nos dá de forma tão abundante”, opinou o artista em entrevista.

“Nós temos eleições em outubro, e eu espero que votem pela democracia, se unindo ao que aconteceu na Colômbia, no Chile, na Bolívia e na Argentina. Esse governo tem que ser posto para fora no voto e sem agressão, fazendo valer a urna eletrônica”, militou Prado.

O ator de 74 anos explicou que o ancião de Pantanal vai contra a tendência do mundo. A mensagem do Velho do Rio, segundo ele, é para o homem não querer lutar contra as forças da natureza: “Como ele próprio diz: ‘o homem é o único bicho que envenena a água que bebe, que maltrata o bicho que come e que derruba a árvore que limpa o ar que ele respira’. Acho que a novela levanta essas reflexões”.

A caracterização do Velho do Rio também é algo curioso para Prado. Curado de um câncer que acometia os movimentos musculares da cabeça, ele usa uma capa de 5 kg pendurada no corpo, mas assegura que o peso não o atrapalha nas cenas que precisam de maior movimentação.

“No dia da gravação da queimada, o assistente de câmera acidentalmente, coitado, pisou na minha capa e eu não parei. Senti o tranco e continuei. Foi como se eu tivesse tropeçado em alguma coisa. Esses acidentes contribuem também para a nossa união. Sem essa capa não existiria Velho do Rio”.