Comportamento

Vendendo balas para sobreviver, sem-teto pede ajuda: “Não sou preguiçoso, preciso de oportunidades”

André usou as redes sociais para fazer um apelo, pedindo ajuda para conseguir algum lugar para morar.



A atual crise sanitária tem evidenciado a desigualdade social, aumentando os índices de desemprego e vulnerabilidade social.

Sem emprego, inúmeros cidadãos precisam recorrer a trabalhos alternativos para conseguir uma renda, mesmo que ínfima, para conseguir comer e pagar as contas básicas. A quantidade de pessoas vendendo produtos nos sinais aumentou substancialmente, assim como a fome, que faz parte da realidade de milhões de brasileiros.

Esse aumento no número de pessoas em busca de uma realidade melhor pode ser visto nas fronteiras, nas ruas, nos mercados e em muitos espaços públicos das cidades. Imigrantes querem novas oportunidades de emprego, refugiados, migrantes, mostrando que não apenas aqui a crise tem feito vítimas, essa é uma realidade de muitos países do nosso globo.


Em Santos, litoral de São Paulo, um caso mexeu com as redes sociais. Um homem em situação de rua compartilhou um pouco do que estava passando em uma publicação no Facebook, fazendo um apelo para quem pudesse ajudar oferecendo-lhe um teto.

Com fotos e um emocionante texto, André Nascimento compartilhou um pedaço de sua realidade no grupo “Viver em Santos e Região”. André começa dizendo que a vida dá voltas e que, neste momento, está em uma situação ruim.

Usando um fixador na perna e sem ter onde morar, ele ainda vende balas nas ruas para pagar os gastos com alimentação e locomoção. Seu principal objetivo é juntar dinheiro para alugar um lugar para morar, e conta que está aguardando sair seu seguro DPVAT e, talvez, o benefício do INSS.

Direitos autorais: reprodução Facebook/André Nascimento.


O grupo “Viver em Santos e Região” foi criado com o intuito de expor o que acontece na região, em que os usuários podem falar de condições da cidade e qualquer outro assunto, desde que a publicação seja autoral e não contenha nenhum teor ofensivo.

André conta que não é uma pessoa preguiçosa, mas que precisa de oportunidades para sair da situação em que se encontra, sendo que a única coisa que deseja é sua independência. No momento, ele pede a quem pode que doe qualquer valor por meio do seu PIX ou o ajudem a achar uma casa.

Muitos usuários se solidarizaram com a situação do homem, mas outros ficaram um pouco desconfiados, acreditando que poderia ser algum tipo de golpe ou apenas “alguém que não quer trabalhar”, como alguns comentaram.

Direitos autorais: reprodução Facebook/André Nascimento.


Uma seguidora do grupo disse que André provavelmente estava nas ruas porque preferia usar drogas e consumir bebidas, sem precisar seguir nenhum tipo de regra. Mas outra seguidora disse que conhece o rapaz, que foi ela quem doou o celular que ele estava usando para fazer a publicação. Ela ainda disse que ele não tem família e que passou mais de ano internado em Praia Grande, depois de um atropelamento.

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