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Veterinária faz forte reflexão sobre ter que sacrificar animais: “Queria que vivessem para sempre”

3 capa Veterinaria faz forte reflexao sobre ter que sacrificar animais Queria que vivessem para sempre

A eutanásia é um dos momentos mais angustiantes para qualquer família, independentemente do tempo em que o animal tenha passado ali.



Quando escolhemos um animal de estimação para fazer parte da família, alimentamos tantas esperanças e sonhos, que nem sequer imaginávamos existir.

Escolhemos o nome, adaptamos a casa, compramos utensílios, brinquedos, programamo-nos para levar ao veterinário, comprar a melhor ração, além de um bom passeio e dias recheados de brincadeiras.

Caso a família tenha crianças, os laços podem ser ainda mais fortes, já que o animalzinho e os pequenos podem crescer juntos. Todos que tiveram animais de estimação na infância têm histórias de aventuras e muita alegria para contar, é como se fossem cúmplices e escudeiros, semelhante aos dos filmes que costumamos ver na televisão.


Quando esses companheiros adoecem, por mais que saibamos que sua vida costuma ser mais curta que a nossa, não existe preparação alguma capaz de diminuir a dor que sentimos só de imaginar que eles podem morrer. São muitos os casos de cães, gatos e outros animais que precisam passar pelo processo de eutanásia justamente porque seu organismo já não consegue mais se esforçar tanto.

Se em nós, seus amigos e companheiros, a dor é imensa e chega a ser paralisante, imagine-se em quem precisa fazer isso com frequência: os veterinários. Assim como os donos, esses profissionais apegam-se aos bichinhos, amando-os e, justamente por isso, sentem dor dilacerante quando precisam encerrar a presença deles na Terra.

A veterinária Brenda Gough, pensando justamente nessa dificuldade, escreveu um texto que compartilhou em suas redes sociais, sobre a eutanásia daqueles que tanto ama. A publicação emocionou a todos, principalmente aqueles que perceberam o tamanho da responsabilidade e do vazio existencial que resta a esses profissionais depois de cada procedimento.

De maneira comovente, ela conta a história de uma pessoa que leva, com frequência, seu cãozinho para visitá-la, tanto que entre eles começa uma linda amizade, com direito a beijos no rosto e muitos biscoitos. A veterinária vai acompanhando o processo de crescimento daquele cão, ano após ano, vendo sua linda jornada pela vida, fazendo parte de histórias engraçadas, que incluem até momentos constrangedores e de travessuras.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/Brenda Gough.

Brenda diz que estranhamente, anos depois, o animal é diagnosticado com uma doença cardíaca incurável, além disso, os medicamentos não funcionam contra a artrite. Mesmo querendo que o cachorrinho viva para sempre, ela sabe o que está por vir, e se sente falhando quando percebe que a eutanásia é a única opção viável e confortável.

No momento em que deveria se controlar, manter uma postura profissional, Brenda manda tudo pelos ares, não vê motivos para manter a calma, se conhece aquele animal há um terço de sua vida e durante a maior parte de sua carreira profissional.

No mesmo bolso onde guardou petiscos e mimos, ela agora carrega uma agulha, aquela que vai ser capaz de deixá-lo descansar. Assim que entra na sala, recebe o mesmo olhar carinhoso de sempre, só que agora o amigo peludo está cansado demais, muito debilitado para a festa habitual.


Brenda explica que a vontade de todos é pedir que ele resista um pouco mais, que viva um pouco mais, mas que não é justo com ele, principalmente pelo intenso sofrimento que teria de passar.

Assim que todos se despedem, ela aplica a injeção, o corpo do cãozinho vai relaxando, e mais uma família perde um de seus membros mais queridos. Depois de confirmar que o coração já não bate mais, mesmo que todos desejem o oposto, as pessoas ali o abraçam, e assim que todos vão embora, a veterinária se abaixa e chora ao lado do animal de estimação.

Aquele companheiro vai fazer falta, e Brenda deseja que mais nenhum animal ou família precise passar por essa situação, rezando para que possam viver para sempre. Mesmo em meio a tanta tristeza, ela é gentil o suficiente para afirmar que se sente muito grata por ter feito parte de uma pequena jornada do peludo, e deseja amor para sempre a todos.


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