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Às vezes, para preservar um amor, é necessário dizer adeus.

Dentre as inúmeras canções que falam sobre “adeus”, uma em especial, me chama atenção. Em seus muitos versos, ela diz:


Não aprendi dizer adeus, não sei se vou me acostumar… Eu sei guardar a minha dor, apesar de tanto amor, vai ser melhor assim…” – (Leandro e Leonardo).

Entretanto, não gostaria de falar sobre “adeus”, sem antes exaltar de forma merecedora, o amor.  

Eu creio que o amor seja o combustível da vida. É difícil entender a vida, sem amor, sem amar alguém, sem se amado (a) por alguém.

Não podemos expressar sentimentos de alegria, felicidade, saudade e tantos outros, sem que haja amor em nossos corações. Até mesmo aqueles sentimentos mais dolorosos estão presentes quando se há amor.


O que o amor tem em sua essência, é o poder de unir pessoas, de preparar caminhos para a felicidade, de permitir que esse sentimento mágico seja até mesmo demonstrado a partir do brilho nos olhos, do sorriso e de atitudes diferenciadas.

Enfim, o amor tem suas “virtudes” e não posso deixar de forma alguma de exaltá-las. Esse ilustre sentimento, o amor, que teima em permanecer nos corações dos amantes, pode muito bem se estabilizar no que diz respeito a uma vida de entrega mútua, trazendo a felicidade, mas quando há um desgaste de uma das partes, quando vem a apatia da parte dele ou dela, há uma deterioração do laço que os une.

Não se pode forçar alguém a compartilhar os mesmos sentimentos. O amor deve ter sua liberdade de crescimento de forma que atinja a maturidade, sem regras e sem bloqueios.


Talvez você esteja se perguntando: “Tá, mas o que tem o amor a ver com o adeus?” Na verdade, deveria ser o contrário, mas eu acredito que, podemos dizer adeus para quem ainda amamos muito.

Sim… Para que o amor seja preservado, para que não morra dentro de nós, aquele sentimento que traz vida. Porque quando se fala em amar, fala-se em deixar livre, porquanto o amor é liberdade. É respeitar cada pensamento, cada sonho, e dar asas à pessoa que amamos, quando ela quiser voar.

Agora, imagine-se vivendo de ilusão, sabendo que a pessoa amada não corresponde ao amor que por ela é dispensado. Nunca haverá contribuição para que esse amor cresça, faltarão nutrientes, será um amor raquítico, com tristeza até no sorriso.

É importante salientar que, as peças do amor encaixam-se de forma perfeita. Se houver algo que force essa realidade, não vale a pena ser vivido, porque deixa de ser amor.

E embora seja muito doloroso, é melhor, às vezes, abrirmos mão de viver um amor que não seja correspondido, dizendo adeus de uma forma pacífica, e permitindo que o sentimento continue vivendo nos corações de uma forma diferente; que traga bons sentimentos, boas lembranças, antes que esse sentimento se destrua por incompatibilidade.

Às vezes, precisamos lidar com situações que nos deixam indecisos quando se trata de amar pessoas que nos causam dor, ao invés de crescimento; mas quando dizemos adeus, é também porque amamos, e queremos obviamente, que a outra pessoa seja feliz.

Não importa, parte de nós se rompe, deixando assim, o mundo de sonho que nos mantinha de pé, mas é importante que aceitemos essa ruptura e que voltemos a nos relacionar com nós mesmos, para que não venhamos a ser consumidos pela culpa e possamos seguir, mesmo com lágrimas, rumo à felicidade.

Saímos então da vida de outra pessoa, para que ela seja feliz. Então,“ADEUS”, pode ser um “seja feliz”.

Vale lembrar que a mensagem de amor continua, mesmo com um “adeus!”.

“… Ninguém jamais te amou como eu…” (G. Arantes)

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Direitos autorais da imagem de capa: dragonimages / 123RF Imagens





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