Às vezes, precisamos dar um basta, dizer “chega” e iniciar um processo de limpeza…



Passando por uma catarse? Vem comigo!

Há várias maneiras de se “limpar”. E eu escolhi uma dessas maneiras para evolução própria.

Sabe quando a gente precisa dar um basta na situação caótica que provocamos?

Pois bem, há quase 2 meses eu dei um grito de “chega” e iniciei um processo de limpeza e estudos.

Mas vamos ao ponto chave disso tudo: passei pela minha primeira grande catarse, misturada a sensações horríveis de vazio, gritos, corpo tremendo, febre, enxaqueca, nariz escorrendo e respirando somente pela boca, corpo sem forças de levantar da cama, querer dormir e não conseguir e por aí vai. Fora o fato que água me dava náuseas. Isso tudo durou 3 dias. Tomei analgésico nos dois primeiros dias, senão não sairia da cama para trabalhar. Depois resolvi passar mesmo por tudo.

Hoje estou sem voz.

À primeira vista isso tudo me assustou. E assusta, pois saí completamente dos planos que fiz para o meu dia. Mas vou listar algumas observações muito curiosas que tive no decorrer desse período:

Somos um: já se sentiu parte de tudo e de todos? Como se você fosse ao mesmo tempo aquela menina na África morrendo de medo de descobrirem o esconderijo dela e; ao mesmo tempo, sentir o suave mar pelos seus dedos dos pés e a brisa percorrendo seu corpo, as gaivotas chamando umas às outras e aquele maravilhoso sol! Tudo ao mesmo tempo. Poderia listar outros lugares como um hotel luxuoso e um café da manhã cheio das frutas exóticas que eu amo; carinho em um leão na selva; um circo com palhaços vestidos em neon. Estamos em tudo e em todos. Na dor, na felicidade, em tudo. Essa sensação de união me fez sentir completa. Não é mais necessário nada, somente essa sensação. O restante são brinquedos: carro, um lindo apartamento, viagens, tudo isso vem de brinde. Essa sensação quero que seja eterna.

A dor: como eu trabalho em hospital, vi-me cercada de pessoas doentes e com certa pena delas. A minha dor fez a atenção de tudo voltar-se para mim, para como a visão daquela circunstância iria colaborar para meu desenvolvimento. E claro, algo que pode parecer egoísta ao brasileiros mas não é: você é a pessoa mais importante da sua vida. Esteja bem para fazer o bem aos outros. Não precisa sentir a dor do outro, nem precisa ajudar aos outros. O seu dever em primeiro lugar é com você. Se você escolher praticar boas ações e ajudar outras pessoas a se desenvolverem, crédito na sua evolução.

Sem voz: quando você para de falar, os outros sentidos ficam vezes e vezes mais atentos, mais apurados. Em todos os lugares que visitei sem voz, vi a beleza. Vi pássaros e suas grandes asas se abrindo para o céu, vi pessoas diferentes em suas roupas e expressões, vi o amor expresso em olhares, senti o perfume de orquídeas e da natureza, recebi olhares de aprovação e desaprovação, senti-me em paz.

Simplicidade: quanto mais você sente algo, menos precisa usar a mente. O sentimento vai mudando tudo. E eu cocriei desde cadeiras, vaga para estacionar, vendas que me deram mais do que eu cobrei, encontrei dinheiro por todo lugar, companhias incríveis, e muitas ideias. Somente o sentimento de união com você mesmo te dá mais que o mundo, você está em tudo e logo tudo que você precisar estará se materializando para te elevar. Vocês não têm ideia do quanto isso é sublime!

Individualidade: ficar só consigo mesmo é algo que a maioria tem muito medo. Eu sempre gostei de me isolar dos outros. Eu sempre tive umas ideias e comportamentos divergentes do meu círculo social. Talvez por isso eu desenvolvi um respeito maior pelo meu momento, preservando independente da correria do dia a dia, essa parte de me encontrar. Esses últimos dias foram mais de interiorização. Como se rasgasse minha pele e buscasse lá dentro o que era para eu fazer. E quando eu descobri, senti muitas dúvidas, senti uma solidão e vazio, senti medo. Logo hoje cedo recebi respostas que me deram firmeza ao meu propósito e já estou desenvolvendo ações para concretizar.



Os outros: a minha mãe me contou há alguns dias a história do sapo: um monte de sapos estava em um buraco bem fundo e tentava pular e pular pra fora e não conseguia. Um desses sapos pulou e pulou e pulou até que uma hora, conseguiu. A questão é que esse sapo era surdo. Imagina aquele monte de sapos falando que não iria conseguir, para desistir, que isso era perda de tempo, que todos iriam morrer por lá mesmo. E esse sapo surdo pensou, enquanto estava pulando, que todos estavam torcendo por ele. E ele conseguiu. Que isso seja força, para você leitor e para mim também. Não importam os outros. Mais uma vez enfatizo: importante é você! Seja uma montanha: faça chuva, sol, vento, o que for, esteja lá, firme!

Isso é um pouco de minha experiência desses últimos dias.

Espero que ajude a quem esteja passando por algo semelhante. E que aceitem passar por cada etapa difícil. Já estou sentindo a paz e serenidade se aproximando.

“Abra suas asas! Solte suas feras!” “E leve com você, seu sonho mais louco”

A paz profunda esteja em você!

Até muito breve!

Namastê!

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Direitos autorais da imagem de capa: mheim301165 / 123RF Imagens






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