3min. de leitura

Viajando Sem Sair de Casa…

Para a minha vida por fora ser diferente, tenho que mudar o que habita na casa que é a mente.

Ando a imaginar e a sentir como é a vida que desejo. A sonhar alto e com um pouco de medo, por vezes.


Já estive assim antes. Lembro-me que foi como pular de um precipício, sem paraquedas. Simplesmente confiei na minha Fé e deixei ir, deixei-me levar.

Deixei o meu passado para trás, as anteriores definições de mim mesma, conceitos que tinha praticado ou que os outros me tinham ensinado. Percebi que todos eram errados.

Ou talvez fossem certos na altura.


Talvez antes era a realidade eu ser uma pessoa depressiva e desconfiada. Mas escolhi amar-me e confiar na grandeza dos meus sonhos como evidência de que não dava para esperar mais, tinha que largar o fardo que me mantinha presa e deixar a forte corrente levar-me.

É um pouco arriscado sim, posso dizer. Porque perdes amigos que passavam todos os dias contigo mesmo sabendo que não eram realmente teus amigos. E deixas de frequentar lugares em que passaste muito tempo a tentar gostar, e de repente parece que foi tudo em vão.

Mas não é.


A tua casa é a tua mente, e o que está dentro dela muda constantemente. Pode ir a mil, mas o que quer que queiras incluir e deixar habitar nela levas contigo para todo o lado. Mas quando não te identificas mais com os convidados ou a decoração, é hora de renovar.

Quero mudar porque é o melhor para mim. Quero viver noutro lugar, viver a carreira dos meus sonhos, viver amizades verdadeiras com pessoas especiais. Levo comigo aquilo que quero manter, mas deixo ir aquilo que já não me serve.

Para a minha vida por fora ser diferente, tenho que mudar o que habita na casa que é a mente.

Deixar de pensar nos detalhes complicados da realidade que não me agrada, ignorar o que deveria ser e pensar no que quero que seja.

Chega de me comparar com os outros e ouvir os conselhos que têm para me dar, de como deveria fazer a minha decoração e que deveria convidar para a minha casa qualquer pessoa que apareça.

Sou seletiva demais, por isso decidi adentrar o reino da imaginação. Atrevi-me a visualizar, a escrever o que prefiro no tempo presente, porque sei que já se encontra realizado – mesmo que não o possa ver, tocar e pressionar fisicamente. Consigo acendê-lo e convidá-lo para a casa da minha mente.

 ______

Direitos autorais da imagem de capa: antonioguillem / 123RF Imagens





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.