ColunistasReflexão

A vida é feita de términos e recomeços…

A Dança Da Vida e da Morte…



A vida é feita de términos e recomeços. Para que algumas coisas nasçam, outras precisam morrer. Para que ciclos se abram, outros ciclos têm que fechar. A maioria de nós, intuitivamente sabe que depois de uma dolorosa despedida, a vida sempre nos traz um recomeço prazeroso. Mas ainda assim, insistimos em nos apegar ao que já foi em vez de olharmos para frente e darmos boas vindas ao que vai ser.

Nada nem ninguém nos pertence. A vida e a morte bailam a seu tempo, conduzindo a todos nós de uma maneira tão natural que chega a ser extraordinária. Elas trocam de parceiros, conduzem cada dança e inúmeras vezes dançam entre si. O que quase ninguém percebe é que elas são amantes, são parceiras e só existem se puderem coexistir. A morte não pode existir sem a vida e esta, por sua vez, não pode existir sem a morte.

Relacionamentos têm que morrer para que outros possam começar. Aliás, por falar nisso tudo, você já se deu conta de quantas vezes você morreu sem ter que deixar de viver? Tudo para que você pudesse se transformar em que é e deixar o seu “antigo eu” para trás. Essa é a única regra dessa dança: depois da morte, chega a vez da vida bailar. Depois da vida, é a morte quem dá o próximo passo.


Dizem por aí que vive melhor quem aceita a dança da Vida e da Morte, quem matura a própria dor e aprende a renascer. Reza a lenda que o apego é uma das nossas maiores fontes de sofrimento e que quase todos os nossos sofrimentos são provenientes dele.

Não, eu decididamente não estou falando para não se apegar, não amar, não cuidar. Eu estou falando para deixar morrer o que tiver que morrer, deixar ir o que tiver que ir e acima de tudo, aceitar. O problema do apego não está no conforto ou no sentimento bom ele nos traz, o problema do apego está em nos recusarmos a aceitar que a vida muda e que para isso, a morte tem que entrar em cena.

Devemos seguir com a certeza de que tudo passa. Só assim poderemos aproveitar plenamente os bons momentos e passarmos pelas fases ruins com fé e resignação. Nessa vida passageira, quase nada vem para ficar. O que nos resta é ter gratidão pelo que e por quem ficou e aceitar os ciclos que se fecharam. Afina, foi a morte de alguns ciclos que permitiram que novos e maravilhosos ciclos se abrissem para nós.


Nunca se esqueça de dar qualidade aos seus filhos, mesmo que a quantidade de tempo seja escassa!

Artigo Anterior

Ao dono do meu coração…

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.